CentroesteNews
15/01/2026
O governo federal autorizou a destinação de Smart TVs para presídios federais de segurança máxima como parte de um programa de cinema voltado à ressocialização no Sistema Penitenciário Federal. A iniciativa prevê a compra de 40 televisores, com custo estimado em R$ 85 mil, que serão distribuídos entre as cinco unidades federais existentes no país.
De acordo com informações oficiais, o programa será implementado em penitenciárias onde cumprem pena detentos considerados de alta periculosidade, todos em regime fechado. As televisões serão utilizadas exclusivamente para a exibição controlada de filmes, inseridos em atividades de caráter cultural e educativo, com o objetivo declarado de contribuir para a reintegração social dos presos.
O investimento faz parte de um conjunto de ações voltadas à execução penal, que busca oferecer atividades consideradas complementares à disciplina prisional. A proposta segue diretrizes já adotadas em programas de ressocialização, que defendem o acesso a conteúdos culturais como ferramenta de reflexão, educação e redução de conflitos internos nas unidades.
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Apesar disso, a medida provocou críticas e questionamentos, especialmente em relação ao custo e à simbologia do gasto com recursos públicos. Críticos apontam que a aquisição de Smart TVs para presídios ocorre em um contexto de carências estruturais enfrentadas por parte da população brasileira fora do sistema prisional, como dificuldades no acesso à saúde, educação e segurança.
Especialistas em políticas públicas avaliam que ações de ressocialização são previstas na legislação brasileira, mas destacam que a falta de transparência sobre critérios, resultados esperados e avaliação de impacto tende a alimentar a desconfiança social. Para eles, o debate não se limita ao valor financeiro, mas à priorização do uso de recursos públicos e à percepção de justiça por parte da sociedade.
O governo, por sua vez, sustenta que o montante refere-se apenas à compra e distribuição dos equipamentos para todas as unidades federais e que o programa integra políticas previstas para o sistema penitenciário, voltadas à redução da reincidência criminal e à manutenção da ordem interna.