O Federal Bureau of Investigation (FBI) alertou autoridades policiais do estado da Califórnia sobre a possibilidade de um ataque com drones atribuído ao Irã na costa oeste dos Estados Unidos.
A informação foi divulgada pela emissora ABC News nesta quarta-feira (11). Segundo a reportagem, o alerta estaria relacionado a possíveis ações de retaliação iranianas diante da escalada do conflito no Oriente Médio.
Apesar do aviso, o presidente Donald Trump afirmou que não está preocupado com a possibilidade de ataques em território americano.
Trump também declarou que o governo dos EUA está monitorando possíveis “células adormecidas” ligadas ao Irã em diferentes partes do mundo.
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Tensão no Estreito de Ormuz
O alerta ocorre enquanto cresce a tensão no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.
Nesta quarta-feira (11), ao menos três navios foram atacados na região, segundo a agência marítima britânica United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO). A agência Agence France-Presse chegou a relatar um possível quarto navio atingido.
Entre as embarcações afetadas estão:
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o graneleiro Mayuree Naree, com bandeira da Tailândia, que chegou a pegar fogo;
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o porta-contêineres One Majesty, de bandeira japonesa;
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o cargueiro Star Gwyneth, registrado nas Ilhas Marshall.
No caso do navio tailandês, 20 tripulantes foram resgatados, mas três seguem desaparecidos, segundo autoridades de transporte da Tailândia.
Importância estratégica da região
O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais estratégicos do comércio mundial, pois por ali passam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no planeta.
A escalada do conflito já provoca impactos econômicos:
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aumento do preço do petróleo;
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temor de escassez de combustíveis;
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queda em bolsas europeias.
O barril do petróleo WTI chegou perto de US$ 88, enquanto o Brent ultrapassou US$ 92, ambos com altas significativas no mercado internacional.
Possível escolta militar
Diante da situação, EUA e países europeus avaliam enviar navios de guerra para escoltar embarcações comerciais que cruzam o estreito.
Além disso, a Agência Internacional de Energia estuda a possibilidade de liberar reservas estratégicas de petróleo, medida considerada extraordinária para estabilizar o mercado global.