A defesa de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apresentou pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que as visitas realizadas no presídio federal onde ele está custodiado não sejam gravadas.
O argumento dos advogados é baseado em uma decisão recente da Corte envolvendo o banqueiro André Esteves Vorcaro, que tratou de limites na gravação de conversas entre presos e visitantes.
Argumento da defesa
No pedido encaminhado ao STF, os advogados afirmam que a gravação das visitas pode violar o direito à privacidade e comprometer a confidencialidade de conversas, especialmente quando envolvem diálogos com familiares ou com a própria defesa jurídica.
Segundo a defesa, a decisão anterior da Corte teria reconhecido que determinadas comunicações não podem ser registradas pelo sistema penitenciário, especialmente quando envolvem garantias fundamentais.
Segurança em presídios federais
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Marcola cumpre pena no sistema penitenciário federal de segurança máxima, criado para custodiar líderes de organizações criminosas e detentos considerados de alta periculosidade.
Nessas unidades, medidas de controle são mais rigorosas e podem incluir monitoramento de visitas, restrições de contato e vigilância permanente, como forma de impedir a comunicação de presos com organizações criminosas fora das prisões.
Análise do Supremo
O pedido apresentado pela defesa será analisado por um ministro do STF responsável pelo caso. A Corte deverá avaliar se a gravação das visitas viola direitos constitucionais ou se é justificada por questões de segurança pública.
Até o momento, não há decisão definitiva sobre a solicitação.