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Um levantamento divulgado pela MapBiomas revelou um cenário preocupante para Mato Grosso: Cáceres aparece como o segundo município brasileiro que mais perdeu superfície de água em 2025, em comparação com a média histórica registrada entre 1985 e 2025.

Além de Cáceres, outros quatro municípios mato-grossenses figuram entre os 15 com maiores perdas de áreas cobertas por água no país: Poconé, Barão de Melgaço, Santo Antônio de Leverger e Vila Bela da Santíssima Trindade. Os dados reforçam os impactos da redução dos recursos hídricos, especialmente no bioma Pantanal.

Mato Grosso está entre os estados mais afetados

Segundo o levantamento, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso lideram o ranking nacional dos estados que apresentaram, em 2025, a maior redução da superfície de água em relação à média histórica.

  • Mato Grosso do Sul: -527 mil hectares;
  • Mato Grosso: -336 mil hectares.

Grande parte dessa redução está associada às mudanças observadas no Pantanal, que enfrenta sucessivos períodos de seca, eventos climáticos extremos e alterações no regime hidrológico.

Cáceres perde 189 mil hectares de superfície de água

Entre todos os municípios analisados, Corumbá (MS) lidera o ranking, com perda de 474 mil hectares, o equivalente a uma redução de 56,7% da superfície de água em relação à média histórica.

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Na sequência aparece Cáceres (MT), que registrou perda de 189 mil hectares, correspondendo a uma redução de 54,8%.

Os dados evidenciam a vulnerabilidade da região pantaneira, onde a dinâmica das cheias e secas influencia diretamente rios, baías, corixos e áreas alagáveis.

Cinco municípios de Mato Grosso estão entre os mais afetados

O levantamento destaca a presença de cinco cidades mato-grossenses entre os municípios brasileiros com maior retração da superfície de água em 2025:

  • 2º – Cáceres: perda de 189 mil hectares (-54,8%);
  • 3º – Poconé: perda de 103 mil hectares (-61%);
  • 9º – Barão de Melgaço: perda de 12 mil hectares (-30,1%);
  • 10º – Santo Antônio de Leverger: perda de 11 mil hectares (-51%);
  • 11º – Vila Bela da Santíssima Trindade: perda de 10 mil hectares (-54,8%).

A concentração de municípios do estado entre os mais afetados demonstra a dimensão da redução da disponibilidade hídrica em diferentes regiões de Mato Grosso.

Impactos ambientais e econômicos

A diminuição da superfície de água pode provocar reflexos em diversas atividades econômicas e ambientais, incluindo:

  • redução da biodiversidade;
  • prejuízos à pesca;
  • impactos sobre o turismo ecológico;
  • dificuldades para a navegação;
  • aumento do risco de incêndios florestais;
  • comprometimento do abastecimento hídrico em determinadas regiões.

Especialistas apontam que o monitoramento contínuo é fundamental para orientar políticas públicas de conservação dos recursos hídricos e adaptação às mudanças climáticas.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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