A poucos dias do início da Copa do Mundo, a Argentina ganhou um importante reforço fora das quatro linhas. A seleção comandada por Lionel Scaloni assumiu a liderança do ranking da Fifa após a atualização divulgada nesta quinta-feira (5), ultrapassando concorrentes diretos e consolidando sua posição entre as favoritas ao título mundial.
A mudança ocorreu depois da derrota da França em um amistoso internacional, resultado que alterou a disputa pelas primeiras posições da classificação da entidade máxima do futebol. Embora a liderança seja vista como um reconhecimento do desempenho recente dos argentinos, o feito também reacende uma curiosidade que acompanha as Copas do Mundo há décadas.
Liderança carrega retrospecto incômodo
Desde a criação do ranking da Fifa, em 1993, nenhuma seleção que chegou à Copa do Mundo ocupando a primeira colocação conseguiu levantar a taça ao final da competição. O histórico transformou a liderança em uma espécie de tabu para os países que entram no torneio como número um do planeta.
Ao longo dos anos, diversas seleções chegaram ao Mundial carregando o favoritismo estatístico proporcionado pelo ranking, mas acabaram frustrando as expectativas dentro de campo. O fenômeno alimenta debates sobre o peso real da classificação da Fifa em comparação ao desempenho apresentado durante a competição.
Brasil também foi vítima do tabu
O exemplo mais recente ocorreu com a seleção brasileira. Em 2022, sob o comando do técnico Tite, o Brasil desembarcou no Catar como líder isolado do ranking mundial e apontado por muitos especialistas como um dos principais candidatos ao título.
Apesar da campanha consistente na fase inicial, a equipe acabou eliminada nas quartas de final, adiando novamente a busca pelo hexacampeonato e mantendo viva a escrita envolvendo os líderes do ranking.
Disputa acirrada no topo
A nova atualização mostra um cenário extremamente equilibrado entre as principais potências do futebol mundial. A Argentina aparece na liderança com 1.874,81 pontos, seguida de perto pela Espanha, que soma 1.873,01. A França completa o pódio com 1.869,43 pontos.
A pequena diferença entre os três primeiros colocados demonstra o alto nível de competitividade entre as seleções que chegam à Copa apontadas entre as favoritas. Qualquer resultado relevante nas próximas partidas pode provocar novas alterações na classificação.
Enquanto isso, o Brasil aparece na sexta colocação, permanecendo entre as principais forças do futebol internacional, mas atrás dos líderes da tabela.
Favoritismo em campo será colocado à prova
Mesmo com a liderança do ranking, a Argentina sabe que o histórico recente mostra que favoritismo não garante conquistas. Em torneios de curta duração como a Copa do Mundo, fatores como desempenho coletivo, condição física dos atletas, lesões e decisões táticas costumam ter peso tão importante quanto os números acumulados ao longo do ciclo.
Agora, os argentinos terão a missão de tentar transformar a liderança estatística em conquista dentro de campo e encerrar uma escrita que acompanha os líderes do ranking há mais de três décadas.