O calor extremo pode ter provocado mais de 50 mil mortes em cidades e vilas europeias durante o verão de 2026, segundo estimativas apresentadas por pesquisadores e divulgadas nesta sexta-feira (23). Os estudos apontam que o número de mortes associadas às altas temperaturas teria sido cerca de três vezes maior devido ao aquecimento provocado pela atividade humana.
As estimativas foram elaboradas por cientistas a partir de diferentes fatores que influenciam os efeitos do calor sobre a população. Entre eles estão idade e características demográficas, condições socioeconômicas e acesso aos serviços de saúde.
Segundo os pesquisadores, o verão deste ano teria registrado o episódio de calor mais mortal do século na Europa até agora.
Ondas de calor ficaram mais perigosas
Durante os meses de verão, diferentes regiões europeias foram atingidas por sucessivas cúpulas de calor, fenômeno caracterizado pela permanência de grandes áreas de alta pressão que impedem a circulação do ar e fazem o calor se acumular durante vários dias.
O aquecimento global aumenta ainda mais as temperaturas registradas durante esses eventos. A queima de combustíveis fósseis, como petróleo, gás natural e carvão, eleva a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, fazendo com que mais energia térmica permaneça próxima à superfície.