O Ministério da Educação (MEC) comunicou aos reitores das universidades federais o encerramento das transferências semanais destinadas ao custeio das instituições, após um contingenciamento de R$ 1,6 bilhão em seu orçamento. Até o momento, a pasta não informou quando os próximos repasses serão realizados nem qual será o novo modelo de liberação dos recursos.
A medida ocorre após a publicação de um decreto do governo federal, em maio, que reprogramou o fluxo de execução orçamentária com o objetivo de adequar os gastos às regras fiscais. Além do bloqueio de verbas discricionárias, o texto também estabeleceu limites para a contratação de novas despesas pelos ministérios ao longo do ano.
Mais Lidas
-
Leverger 126 anos: Max destaca transformação na infraestrutura e novas frentes de desenvolvimento.
-
Tragédia no salto: Mulher morre em acidente de rope jump após ser lançada sem cordas no interior de SP.
-
Aviso ao crime: EUA afirmam que morte de chefe do Tren de Aragua é recado direto para a América Latina.
No caso do MEC, o contingenciamento atingiu R$ 1,6 bilhão em recursos destinados ao funcionamento da pasta e outros R$ 1,03 bilhão em emendas parlamentares. Os bloqueios estão previstos para ocorrer em diferentes etapas até o final do ano.
Diante da redução dos recursos disponíveis, universidades federais relatam dificuldades para manter pagamentos a empresas terceirizadas, fornecedores e contratos de manutenção. Algumas instituições estimam déficits superiores a R$ 100 milhões para 2026, aumentando a preocupação com a continuidade de serviços considerados essenciais.
Apesar do cenário, gestores de algumas universidades afirmaram que os pagamentos a trabalhadores terceirizados serão mantidos, embora ainda não tenham detalhado como os recursos necessários serão garantidos durante o período de restrição orçamentária.
Esta é a terceira vez consecutiva que decisões relacionadas à execução do orçamento federal impactam diretamente o funcionamento das universidades. Em 2025, medida semelhante concentrou a maior parte dos repasses nos últimos meses do ano, gerando dificuldades de planejamento para as instituições de ensino superior.