Na madrugada silenciosa de sexta-feira (3), o que parecia ser apenas mais um momento comum entre um casal terminou em tragédia na Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo.
Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, caminhava ao lado do companheiro por uma rua do bairro quando uma viatura da Polícia Militar passou pelo local. Imagens de câmera de segurança mostram que, cerca de 36 segundos depois, uma discussão começou, e, em seguida, um disparo foi ouvido.
A cena, rápida e confusa, terminou com Thawanna baleada. Ela chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Municipal de Cidade Tiradentes, mas não resistiu. A vítima deixou um filho de apenas 5 anos.
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O caso agora é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), enquanto os policiais envolvidos foram afastados das funções.
Versões que não se encontram
A dor da família se mistura com questionamentos. Segundo o companheiro da vítima, não houve abordagem prévia, apenas uma ação direta e violenta. Ele relata que a viatura teria passado muito próxima ao casal, o que gerou indignação e uma reação de Thawanna.
Testemunhas afirmam que houve agressões físicas antes do disparo. Já a Polícia Militar sustenta outra versão: a de que o casal apresentava comportamento alterado, possivelmente sob efeito de álcool, e que a mulher teria partido para cima da policial, iniciando um confronto físico.
A agente responsável pelo disparo declarou que agiu em legítima defesa.
Investigação e cobrança por respostas
Diante das versões conflitantes, o caso segue sob investigação tanto na esfera civil quanto militar. A arma utilizada foi apreendida, e imagens de câmeras corporais e depoimentos de testemunhas devem ajudar a esclarecer o que realmente aconteceu.
Enquanto isso, moradores da região foram às ruas em protesto, cobrando justiça e denunciando o que consideram mais um caso de violência policial.
Mais do que respostas, a família de Thawanna busca algo que não pode ser devolvido: o direito de continuar vivendo ao lado de quem amava.