A região Centro-Sul do Brasil encerrou a safra 2025/2026 de cana-de-açúcar com moagem de 611,15 milhões de toneladas, registrando queda de 1,7% em relação ao ciclo anterior. Os dados refletem um cenário de desafios no campo, com impacto direto na produtividade agrícola.
Produção mantém estabilidade parcial
Apesar da redução na moagem, a produção de açúcar se manteve praticamente estável, totalizando 40,43 milhões de toneladas.
Já o etanol apresentou retração mais significativa. A produção total foi de 33,72 bilhões de litros, uma queda de 3,56% na comparação anual.
Queda na produtividade preocupa setor
Um dos principais pontos de atenção foi a produtividade agrícola, que caiu para 74,4 toneladas por hectare — recuo de 4,1%.
Esse indicador é fundamental para o setor sucroenergético, pois reflete a eficiência da produção no campo. A redução está associada, principalmente, a fatores climáticos adversos e ao desgaste natural dos canaviais.
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Clima e manejo influenciam resultados
A safra foi marcada por irregularidades climáticas, como períodos de estiagem e chuvas fora de época, que impactaram o desenvolvimento da cana e o rendimento por área.
Além disso, especialistas apontam que o envelhecimento das lavouras e a necessidade de renovação dos canaviais também contribuíram para o desempenho abaixo do esperado.
Impactos econômicos e no mercado
Mesmo com a estabilidade na produção de açúcar, a queda no etanol pode influenciar o mercado de combustíveis e os preços ao consumidor, já que o biocombustível tem papel estratégico na matriz energética brasileira.
O Centro-Sul é responsável pela maior parte da produção nacional de cana, o que faz com que qualquer variação na safra tenha reflexos diretos na economia e no agronegócio.
Perspectivas para o próximo ciclo
Para a próxima safra, o setor aposta em melhorias no manejo agrícola, uso de tecnologia e recuperação das condições climáticas para retomar os níveis de produtividade.
A adoção de práticas mais eficientes e o monitoramento climático devem ser decisivos para reduzir perdas e aumentar a competitividade do setor sucroenergético.