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Resgate de 250 cães no Reino Unido expõe crise de superlotação e vulnerabilidade dos tutores

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A fotografia que chocou o Reino Unido — mostrando mais de 250 cães amontoados dentro de uma sala — revelou não apenas um caso extremo de superlotação, mas também um cenário cada vez mais comum no país, alertam organizações de proteção animal. Os animais, todos mestiços de poodle (conhecidos como doodles), foram resgatados em janeiro pela RSPCA, entidade britânica de bem-estar animal, que classificou a situação como resultado de condições familiares adversas que “saíram rapidamente do controle”.

Segundo a instituição, apesar do cenário alarmante encontrado no local, os cães estão agora “indo muito, muito bem”, nas palavras de Lee Hopgood, superintendente da RSPCA para o norte da Inglaterra. Muitos deles precisaram de cuidados iniciais intensivos, principalmente devido a pelos excessivamente emaranhados e condições de saúde decorrentes da falta de manejo adequado.

Do trauma ao recomeço: cães recuperados encontram novos lares

Dos mais de 250 animais resgatados, 87 foram levados para unidades da RSPCA, enquanto o restante ficou sob responsabilidade da Dogs Trust, outra entidade de proteção. Após semanas de tratamento veterinário, reabilitação e acompanhamento comportamental, grande parte dos cães já foi adotada e iniciou uma nova vida em famílias do Reino Unido.

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Boone, um dos cães que mais sensibilizou as equipes, foi adotado pelo ex-funcionário da RSPCA Dermot Murphy. Ao aparecer no programa Breakfast da BBC, Boone mostrava sinais de recuperação, após chegar subnutrido e com inflamações nos olhos e orelhas. Sensível e assustado, o cão precisou ser carregado nos primeiros dias e teve dificuldades até para usar uma coleira, algo totalmente novo em sua vida.

Hoje, Boone já brinca livremente, corre sem coleira e se adaptou à rotina familiar. “É fantástico ver como ele se superou e se tornou parte da família”, disse Murphy.

Quando a superlotação não é crime: a vulnerabilidade dos tutores

Apesar da gravidade da situação, a RSPCA anunciou que não seguirá com acusações formais contra os responsáveis pelos animais, citando a “extrema vulnerabilidade” dos proprietários. O caso reforça que situações de acúmulo de animais nem sempre têm origem criminosa, podendo estar ligadas a:

  • problemas de saúde mental;
  • crise financeira;
  • falta de acesso a serviços veterinários e orientação;
  • criadores informais sem estrutura adequada.

Segundo a entidade, o número de ocorrências envolvendo grandes grupos de animais aumentou 70% desde 2021 na Inglaterra e no País de Gales.

Superlotação envolvendo cães ‘doodles’ cresce com popularidade da raça

Os cães resgatados eram todos mestiços de poodle — popularmente conhecidos como “doodles” — um tipo de cruzamento que se tornou um fenômeno nos últimos anos. De acordo com pesquisa da Dogs Trust, eles já figuram entre as três misturas mais procuradas por tutores no Reino Unido.

Em novembro passado, a RSPCA também resgatou 80 cães, em sua maioria das raças Chihuahua, Lulu da Pomerânia e mestiços, em um caso semelhante ocorrido em Bedfordshire.

Como denunciar maus-tratos a animais no Brasil

A Proteção Animal Mundial lista situações que configuram maus-tratos — todas passíveis de denúncia:

  • abandono;
  • envenenamento;
  • manter animais presos em correntes curtas;
  • mantê-los em locais anti-higiênicos;
  • mutilação;
  • confinamento em espaços incompatíveis;
  • uso em shows que gerem estresse ou risco;
  • agressões;
  • exploração de animais debilitados;
  • rinhas.

No Brasil, maus-tratos podem resultar em pena de três meses a um ano de detenção, além de multa.

Canais de denúncia:

  • Delegacias da Polícia Civil (presencial ou online);
  • Ibama: 0800 61 8080;
  • Disque Denúncia: 181.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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