CentroesteNews
12/01/2026
O regime islamista do Irã anunciou que dará início, na manhã desta quarta-feira, à execução de manifestantes presos durante a onda de protestos que se espalhou pelo país desde dezembro. Segundo informações divulgadas por autoridades iranianas e confirmadas por fontes ligadas ao Judiciário do país, as penas de morte serão aplicadas por enforcamento, e parte das execuções poderá ocorrer em locais públicos, conforme prevê a interpretação rigorosa da lei islâmica adotada pelo regime.
A decisão marca uma nova escalada repressiva contra o movimento popular que desafia diretamente o poder dos aiatolás. Organizações de direitos humanos alertam que os condenados foram submetidos a julgamentos sumários, sem garantias de ampla defesa, acesso pleno a advogados independentes ou transparência processual.
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Autoridades iranianas justificam as execuções como forma de combater o que classificam como “ameaças à segurança nacional” e “atos de insurgência”. Na prática, analistas avaliam que o objetivo é intimidar a população e frear a continuidade dos protestos, que começaram por razões econômicas e evoluíram para críticas diretas ao regime teocrático e ao líder supremo, Ali Khamenei.
Desde o início da repressão, centenas de manifestantes foram mortos, milhares presos e dezenas já haviam sido condenados à morte, embora esta seja a primeira execução coletiva anunciada oficialmente desde o início da atual crise.
A possibilidade de execuções em praça pública reacende o debate sobre o uso da pena de morte como instrumento político no Irã. Segundo entidades internacionais, o país já figura entre os que mais executam pessoas no mundo, frequentemente após processos judiciais considerados arbitrários.
Governos ocidentais, organizações multilaterais e ONGs de direitos humanos vêm denunciando o que classificam como crimes contra a humanidade, pressionando por sanções adicionais e por uma atuação mais firme da comunidade internacional.
Além das execuções, o regime mantém um apagão quase total da internet, dificultando a circulação de informações e o contato entre manifestantes e o exterior. Familiares de presos relatam intimidação, ameaças e ausência total de informações oficiais sobre os detidos.
Especialistas afirmam que a adoção de punições extremas revela o nível de fragilidade política do regime, que recorre à violência estatal máxima para se manter no poder diante de um crescente descontentamento popular.




