A coalizão liderada pela primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, deve conquistar uma vitória decisiva nas eleições antecipadas realizadas neste domingo (8/2), segundo projeções divulgadas pela mídia japonesa após o fechamento das urnas.
De acordo com pesquisa da emissora pública NHK, o Partido Liberal Democrata (PLD), ao lado do Partido da Inovação do Japão, pode alcançar até 366 das 465 cadeiras na Câmara dos Representantes, maioria confortável que reforça o retorno da estabilidade política no país.
Takaichi, primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra do Japão, assumiu a liderança do PLD há apenas quatro meses e buscava nas urnas um mandato popular claro para consolidar sua gestão. A votação antecipada foi vista como um teste decisivo para medir a confiança do eleitorado após um período turbulento para o partido.
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O desempenho previsto contrasta com o cenário enfrentado por seus dois antecessores. Sob as administrações anteriores, o PLD perdeu a maioria parlamentar em meio a escândalos de corrupção e à insatisfação popular com o aumento do custo de vida. Em 2024, o partido chegou a perder a maioria nas duas casas do parlamento, e a tradicional aliança com o Komeito foi desfeita após décadas de cooperação.
Apesar do desgaste institucional recente, a popularidade pessoal de Takaichi ajudou a reverter o quadro. Pesquisas de opinião indicam que seu governo mantém índices de aprovação acima de 70%, refletindo apoio consistente entre eleitores que veem na nova liderança uma alternativa de renovação dentro do próprio partido.
O Partido Liberal Democrata domina a política japonesa no período pós-guerra, governando a maior parte das últimas décadas devido à fragmentação da oposição. A vitória projetada fortalece essa hegemonia e pode marcar o início de uma nova fase de estabilidade política sob comando feminino.
Analistas apontam que, caso a maioria se confirme, Takaichi terá capital político suficiente para avançar em reformas econômicas e enfrentar desafios estruturais, como o envelhecimento populacional, a estagnação salarial e a segurança regional em um cenário geopolítico cada vez mais complexo.