A Agência Nacional de Aviação Civil informou que a tarifa aérea real média registrada no país atingiu R$ 669,41 por trecho em abril de 2026. O valor representa aumento de 9% em relação ao mesmo período de 2025 e alta de 9,8% na comparação com abril de 2024.
Os números mostram que o preço das passagens aéreas continua em alta mesmo após medidas adotadas pelo governo federal para tentar reduzir os custos do setor e ampliar o acesso ao transporte aéreo.
Segundo os dados divulgados pela Anac, a maior parte dos bilhetes vendidos no mês ficou concentrada na faixa abaixo de R$ 500, correspondendo a 45,2% dos assentos comercializados. Apesar disso, uma parcela significativa das passagens apresentou valores elevados: cerca de 6,2% dos assentos foram vendidos por mais de R$ 1,5 mil.
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Especialistas do setor apontam que fatores como alta do combustível de aviação, custos operacionais, variação cambial e aumento da demanda influenciam diretamente o preço final das tarifas.
Nos últimos meses, o governo federal anunciou medidas voltadas à ampliação da concorrência e redução de custos para as companhias aéreas, incluindo discussões sobre crédito ao setor e programas de incentivo ao turismo regional. Mesmo assim, os consumidores seguem enfrentando dificuldades para encontrar passagens com preços mais acessíveis.
O aumento das tarifas também afeta o turismo e as viagens corporativas, especialmente em períodos de alta temporada e em rotas com menor concorrência entre companhias aéreas.
Entidades ligadas ao setor aéreo afirmam que o mercado brasileiro ainda enfrenta desafios estruturais, como elevada carga tributária e custos logísticos considerados altos em comparação com outros países.