A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu Jonas Spritzer Amar Jaimovick, apontado como um dos principais operadores de esquemas de pirâmide financeira no país. Segundo as investigações, o prejuízo estimado ultrapassa R$ 170 milhões, atingindo cerca de 3 mil investidores, entre eles empresários e celebridades.
Jaimovick é identificado como responsável pela empresa JJ Invest, que prometia rendimentos de até 15% ao mês — percentual considerado incompatível com operações financeiras regulares e sustentável apenas mediante a entrada contínua de novos investidores, característica típica de esquemas de pirâmide.
Como funcionava o esquema
De acordo com a Polícia Civil, a empresa atraía investidores com promessa de lucros elevados e rápidos. Parte da credibilidade era construída por meio de forte presença nas redes sociais e patrocínio a times de futebol, estratégia que ampliava a visibilidade da marca e passava sensação de solidez.
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As investigações apontam que os pagamentos iniciais eram feitos com recursos captados de novos participantes, até que o fluxo de entrada de dinheiro diminuísse, levando ao colapso do sistema e à interrupção dos repasses.
Histórico e desdobramentos
Segundo a polícia, o investigado possui histórico criminal relacionado a crimes financeiros. Ele foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.
A corporação segue apurando a extensão do prejuízo e a possível participação de outros envolvidos no esquema.
Alerta aos investidores
Especialistas em direito do consumidor e mercado financeiro reforçam que promessas de rentabilidade muito acima da média do mercado são sinais de alerta. No Brasil, esquemas de pirâmide são considerados crime contra a economia popular.
Antes de investir, é recomendável verificar se a empresa é autorizada e fiscalizada por órgãos reguladores, além de desconfiar de propostas que garantam ganhos fixos elevados sem riscos aparentes.




