O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi, classificou como lamentável a crise no abastecimento de água que atinge Várzea Grande e alertou que o problema ultrapassa o mero transtorno cotidiano para se tornar um entrave ao desenvolvimento econômico da segunda maior cidade do estado.
Em declarações recentes, o parlamentar afirmou que a repetida falta de água compromete a imagem do município, afugenta investidores e dificulta a atração de novos empreendimentos para a região.
O tema ganhou contornos institucionais mais graves após o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) reforçar o pedido para que o Ministério Público Estadual acione a Justiça com uma ação de intervenção no Departamento de Água e Esgoto (DAE) da cidade.
A autarquia, responsável pelo abastecimento público, acumula uma dívida que ultrapassa R$ 315 milhões e teve suas contas julgadas irregulares pelo Tribunal, que apontou falhas recorrentes na gestão financeira e operacional do órgão. O pedido foi formalizado pelo conselheiro Antônio Joaquim em documento encaminhado ao governador Otaviano Pivetta.
Max Russi ponderou que, caso a intervenção seja autorizada judicialmente, caberá à Assembleia Legislativa analisar e votar a medida, e defendeu que o processo seja conduzido com responsabilidade para que não se transforme em mais uma promessa sem resultado para a população. Segundo o deputado, a gestão municipal não dispõe de condições financeiras para equacionar o problema sozinha, e o parlamento estadual se coloca à disposição para auxiliar na busca de uma solução.
“É muito ruim você chegar em casa e não ter água para tomar banho. A dona de casa não ter água para lavar a roupa. É algo que não é cabível na época que a gente vive, nas condições que a gente tem”, afirmou, cobrando também o envolvimento do Governo do Estado na resolução do impasse que aflige milhares de moradores da Cidade Industrial.