O governo do Irã apresentou aos Estados Unidos uma lista de condições para permitir a retomada do tráfego pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de energia do mundo. As exigências foram encaminhadas por meio do Catar, que participa das negociações como mediador.
A posição foi anunciada neste domingo (20) pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que também participa das negociações em nome de Teerã. Segundo ele, o país não pretende restabelecer o fluxo normal de embarcações enquanto as condições apresentadas aos norte-americanos não forem atendidas.
Entre as exigências está o encerramento imediato dos combates nas diferentes frentes do conflito. O governo iraniano também cobra o fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos do país e a liberação de recursos financeiros iranianos atualmente congelados no exterior.
A lista foi transmitida por meio do Catar, que vem desempenhando papel diplomático nas tentativas de reduzir a escalada entre os países. A iniciativa ocorre em meio ao aumento das tensões militares e diplomáticas na região.
O Estreito de Ormuz tem importância estratégica para o mercado mundial de energia. Localizado entre o Irã e Omã, o corredor conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes do conflito, aproximadamente um quinto do petróleo e do gás comercializados mundialmente passava pela região.
Qualquer interrupção prolongada no tráfego marítimo pelo estreito pode afetar o transporte internacional de combustíveis, elevar os custos de frete e pressionar os preços da energia em diferentes mercados.
A exigência iraniana coloca a circulação de navios pelo estreito no centro das negociações diplomáticas. O andamento das conversas e a eventual resposta dos Estados Unidos poderão determinar se o tráfego marítimo será retomado ou se as restrições continuarão afetando uma das principais rotas energéticas do planeta.