O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (8) que o governo federal está mobilizado para tentar reverter a decisão da Comissão Europeia que retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para consumo humano no bloco europeu.
A declaração foi feita durante um evento do agronegócio realizado na Bahia. Segundo Alckmin, o objetivo é restabelecer a habilitação do Brasil para exportação de todas as categorias afetadas, incluindo carnes bovina, suína e de frango.
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“Queremos que o Brasil seja recolocado na lista e para todas as carnes. Vamos trabalhar para retirar esse embargo e demonstrar que o país atende às exigências sanitárias internacionais”, afirmou o vice-presidente.
A medida foi oficializada pela União Europeia na última sexta-feira e prevê que a exclusão passe a valer a partir de 3 de setembro de 2026. A decisão foi fundamentada na avaliação de que o Brasil não apresentou, dentro do prazo estipulado, informações consideradas suficientes para comprovar o cumprimento integral das exigências sanitárias europeias.
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Caso a decisão seja mantida, diversos produtos brasileiros poderão enfrentar restrições de acesso ao mercado europeu. Entre eles estão carne bovina, carne de frango, carne suína, carne equina, pescado, mel e outros produtos de origem animal.
O impacto potencial preocupa o setor agropecuário brasileiro. A União Europeia é atualmente um dos principais destinos das exportações de proteína animal do país, ficando atrás apenas da China em volume de compras. Especialistas avaliam que a restrição poderá afetar diretamente produtores, frigoríficos, cooperativas e toda a cadeia de exportação ligada ao agronegócio.
Estimativas do setor apontam que os prejuízos podem alcançar cerca de US$ 2 bilhões caso o Brasil não consiga recuperar a habilitação para comercializar esses produtos junto ao mercado europeu. Além das perdas financeiras, a medida pode gerar desafios logísticos e a necessidade de redirecionamento das exportações para outros mercados internacionais.
O governo federal deverá intensificar as negociações diplomáticas e técnicas com autoridades europeias nos próximos meses. O foco será demonstrar a conformidade dos sistemas brasileiros de controle sanitário, rastreabilidade e fiscalização animal, considerados fundamentais para o acesso ao mercado da União Europeia.
Representantes do agronegócio acompanham as tratativas com atenção, já que o desfecho das negociações poderá influenciar diretamente a competitividade dos produtos brasileiros em um dos mercados mais exigentes do mundo.