A Justiça de Mato Grosso agendou para o próximo dia 11 de junho a audiência de instrução e julgamento do processo que apura denúncias de violência sexual atribuídas ao investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos. O caso tramita na 2ª Vara Criminal de Sorriso e deverá reunir acusação, defesa, testemunhas e demais envolvidos para a fase de produção de provas e depoimentos.
O policial está preso preventivamente desde fevereiro deste ano e foi indiciado pelos crimes de estupro e abuso de autoridade após a conclusão das investigações conduzidas pela própria Polícia Civil.
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De acordo com o inquérito, os fatos investigados teriam ocorrido dentro da delegacia de Sorriso, durante o período em que uma mulher permaneceu sob custódia da unidade em cumprimento a uma ordem judicial. A denúncia aponta que os supostos abusos ocorreram entre a noite de 9 e a madrugada de 10 de dezembro de 2025.
Segundo a acusação, a vítima relatou que foi retirada da cela e levada para uma sala da delegacia, onde teriam ocorrido os crimes. Ela também afirmou ter sofrido ameaças para não denunciar os fatos após os episódios.
Após deixar a unidade policial, a mulher procurou assistência jurídica e formalizou a denúncia junto às autoridades competentes. O caso passou então a ser investigado pela Polícia Civil e acompanhado pelo Ministério Público de Mato Grosso.
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Durante as apurações, a vítima foi submetida a exames periciais. Conforme divulgado pela investigação, análises de material genético teriam apontado compatibilidade entre vestígios coletados e o perfil genético do investigado, elemento considerado relevante para o andamento do processo.
Além da ação penal já instaurada, o caso ganhou novos desdobramentos. O Ministério Público informou que conduz outros procedimentos investigatórios envolvendo denúncias distintas contra o mesmo servidor, incluindo apurações relacionadas a supostos crimes de natureza sexual. Paralelamente, a Corregedoria da Polícia Civil acompanha inquéritos administrativos que também investigam denúncias envolvendo o investigador.
As autoridades ressaltam que todas as acusações ainda estão sob análise judicial e que o investigado tem direito à ampla defesa e ao contraditório durante o processo.
A audiência marcada para o dia 11 representa uma etapa importante do caso, quando serão ouvidas testemunhas e produzidas provas que poderão subsidiar a decisão da Justiça sobre os fatos investigados.
A defesa de Manoel Batista da Silva não foi localizada para comentar as acusações até a publicação das informações.