A decisão do governo federal de suspender a pesca da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina gerou forte reação entre pescadores, lideranças do setor e representantes da iniciativa privada. A medida foi anunciada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura após a modalidade atingir 90% da cota estabelecida para a safra de 2026, conforme as regras de controle da atividade.
Entre os críticos da decisão está o empresário Luciano Hang, que utilizou as redes sociais para questionar a proibição e defender a continuidade da pesca artesanal. Segundo ele, a medida compromete uma tradição secular que faz parte da identidade cultural catarinense e impacta diretamente a renda de milhares de famílias que dependem da atividade.
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Hang afirmou que a pesca da tainha representa mais do que uma atividade econômica, sendo um patrimônio cultural construído ao longo de mais de quatro séculos no litoral do estado. Para o empresário, a interrupção da modalidade gera insegurança para comunidades pesqueiras e afeta um setor que movimenta a economia de diversas cidades catarinenses.
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A pesca da tainha é considerada uma das manifestações culturais mais tradicionais de Santa Catarina. Todos os anos, comunidades litorâneas se mobilizam para a safra, que atrai moradores, turistas e movimenta restaurantes, mercados e o comércio local. O arrasto de praia, modalidade agora suspensa, é uma prática artesanal realizada por grupos de pescadores que trabalham coletivamente na captura dos cardumes.
O Ministério da Pesca argumenta que a medida segue critérios técnicos previstos no sistema de gestão pesqueira. O objetivo é evitar que a captura ultrapasse os limites definidos para garantir a sustentabilidade dos estoques da espécie. Segundo a pasta, o monitoramento das cotas busca equilibrar a atividade econômica com a preservação dos recursos pesqueiros para as próximas gerações.
A decisão, entretanto, tem provocado debates entre autoridades estaduais, representantes do setor pesqueiro e entidades ligadas à pesca artesanal. Lideranças locais defendem a revisão das regras e alegam que a atividade possui importância social, econômica e cultural para centenas de comunidades costeiras.
O episódio também reacende a discussão sobre o modelo de gestão da pesca no Brasil, especialmente em relação à definição de cotas e ao impacto das restrições sobre trabalhadores que dependem diretamente do mar para garantir o sustento de suas famílias.