O Brasil encerrou 2025 fora do grupo das dez maiores economias do mundo, segundo estimativas internacionais divulgadas com base no Produto Interno Bruto (PIB) nominal em dólares. O país caiu para a 11ª posição após ser ultrapassado pela Rússia no ranking global.
Os dados apontam que a economia brasileira fechou o ano com PIB estimado em cerca de US$ 2,26 trilhões, enquanto a Rússia avançou para aproximadamente US$ 2,54 trilhões. A mudança de posição foi influenciada principalmente pela valorização do rublo e pelo aumento das receitas russas com petróleo, gás e exportações de energia.
O avanço da economia russa chama atenção porque ocorreu mesmo diante das sanções econômicas impostas ao país em razão da guerra na Ucrânia. Especialistas explicam, no entanto, que o ranking em dólar sofre forte influência das oscilações cambiais, o que pode alterar posições entre os países sem representar, necessariamente, uma mudança estrutural imediata na economia interna.
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Nas redes sociais, opositores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passaram a usar a queda no ranking para criticar a política econômica do governo federal. Já economistas defendem que outros indicadores também devem ser considerados na avaliação do desempenho econômico brasileiro, como geração de empregos, renda, inflação, consumo interno e crescimento real da economia.
Apesar da saída do Top 10 em 2025, projeções indicam que o Brasil poderá retornar ao grupo das dez maiores economias do planeta nos próximos anos caso as estimativas de crescimento econômico e valorização do real se confirmem.
Atualmente, Estados Unidos e China seguem liderando o ranking das maiores economias globais, seguidos por países como Alemanha, Japão e Índia.