Entrou em vigor nesta sexta-feira (4/10) o novo Sistema de Entrada e Saída (Entry/Exit System – EES) da União Europeia, marcando uma das maiores modernizações recentes no controle migratório do continente. Com a mudança, o tradicional carimbo no passaporte deixa de existir e é substituído por um registro biométrico contendo foto e digitais do viajante.
O sistema passa a valer para todo o Espaço Schengen — área de livre circulação que reúne 25 países da UE, além de Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein. Irlanda e Chipre seguem utilizando o modelo anterior, já que não integram a zona Schengen.
Como funciona o novo sistema
Na primeira entrada do viajante em qualquer país do bloco, será necessário escanear o passaporte em totens de autoatendimento e preencher informações básicas. O procedimento, embora planejado para agilizar deslocamentos no futuro, deve gerar filas neste início, já que praticamente todos os viajantes precisarão se cadastrar.
Uma vez registrados, os dados facilitarão entradas seguintes, reduzindo etapas e tornando as viagens mais rápidas.
Quais dados são coletados
O EES armazenará:
- Dados do documento de viagem (nome completo, data de nascimento etc.);
- Data, hora e local de entrada e saída do viajante;
- Foto facial e impressões digitais digitalizadas;
- Registro de eventual recusa de entrada.
Essas informações ficarão guardadas por três anos e serão compartilhadas entre autoridades de imigração e segurança dos países participantes.
Objetivos da mudança
A União Europeia afirma que o novo sistema deve:
- aumentar a segurança das fronteiras;
- facilitar o trânsito de turistas e viajantes frequentes;
- reduzir custos operacionais;
- identificar de forma mais precisa situações de migração irregular.
Especialistas destacam que o EES é parte de um amplo processo de digitalização e automação das fronteiras europeias, que inclui também o futuro ETIAS — sistema de autorização eletrônica que deverá entrar em vigor nos próximos anos.