O dia começou com tensão e confusão para milhares de passageiros em um dos principais centros aéreos do país. Uma falha no sistema de controle de tráfego aéreo interrompeu pousos e decolagens nos aeroportos de Aeroporto de Congonhas e Aeroporto Internacional de São Paulo (Guarulhos) na manhã desta quinta-feira.
Por cerca de uma hora, aviões ficaram no solo e passageiros acompanharam, apreensivos, os painéis exibindo atrasos e cancelamentos. A pane teve origem em um problema técnico no sistema de controle aéreo da região Sudeste, responsável por coordenar o fluxo de aeronaves em um dos espaços aéreos mais movimentados da América Latina.
Mesmo após a retomada das operações, o impacto continuou ao longo do dia. Saguões lotados, filas extensas e incerteza marcaram o cenário nos aeroportos. Muitos passageiros tiveram que remarcar voos, enquanto outros ainda aguardavam definições sobre seus embarques.
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O efeito cascata atingiu outros estados. No Rio de Janeiro, voos foram cancelados e atrasados nos aeroportos Santos Dumont e Galeão. Em Brasília e Belo Horizonte, também houve reflexos, com mudanças em partidas e chegadas.
Segundo a Força Aérea Brasileira, a interrupção foi temporária e ocorreu por questões técnicas, sem comprometer a segurança das operações. Já a Agência Nacional de Aviação Civil informou que monitora a situação e vai levantar o número total de voos e passageiros afetados.
Para quem estava prestes a viajar, o transtorno foi imediato. Histórias de conexões perdidas, noites inesperadas em hotéis e compromissos adiados se repetiram ao longo da manhã.
Apesar da normalização gradual, o episódio expõe a fragilidade de um sistema que, quando falha, impacta não apenas voos, mas a rotina de milhares de pessoas em todo o país.