O que era para ser um momento de alívio virou um dos episódios mais devastadores da guerra recente no Oriente Médio. Horas após um cessar-fogo ser anunciado entre Estados Unidos e Irã, o céu do Líbano foi tomado por explosões.
Em apenas 10 minutos, cerca de 160 mísseis lançados por Israel atingiram diferentes regiões do país, incluindo a capital, Beirute. O resultado foi devastador: mais de 300 pessoas morreram e centenas ficaram feridas.
Prédios desabaram, ruas viraram escombros e o som das explosões deu lugar ao silêncio interrompido apenas por sirenes e pedidos de socorro. Entre as vítimas, estavam civis que, poucas horas antes, acreditavam que a trégua traria algum respiro.
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Segundo o governo israelense, os ataques tinham como alvo estruturas do Hezbollah, aliado do Irã. Ainda assim, os bombardeios atingiram áreas densamente povoadas, o que ampliou o número de vítimas.
Do outro lado, o Irã acusou Israel de violar o cessar-fogo e prometeu resposta. O clima de tensão aumentou ainda mais após o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o acordo de trégua não inclui o território libanês, posição apoiada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Já países mediadores e o próprio Irã defendem que o cessar-fogo deveria abranger todas as frentes do conflito.
Enquanto líderes discutem versões e estratégias, quem vive no Líbano enfrenta a realidade mais dura: a de recomeçar em meio à destruição, lidando com perdas irreparáveis e a incerteza do que pode acontecer nas próximas horas.
A guerra, que já vinha escalando desde o início de março, agora entra em um novo momento, mais instável, mais imprevisível e com impactos que podem ultrapassar as fronteiras da região.