A indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal começou a movimentar os bastidores políticos em Brasília, e já tem prazo para avançar.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar, afirmou que pretende agir rapidamente assim que o processo chegar oficialmente à comissão.
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“Se chegar na minha mão, com oito dias eu vou ler a mensagem na CCJ”, declarou o senador, sinalizando que quer dar celeridade à tramitação. Segundo ele, após a leitura, será alinhado diretamente com o indicado um cronograma para a sabatina.
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A indicação de Messias, que atualmente ocupa o cargo de Advogado-Geral da União, foi enviada ao Senado nesta quarta-feira (1º), mas ainda depende do despacho do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, para começar a tramitar oficialmente.
Nos bastidores, o processo não foi simples. O governo segurou o envio por meses, diante do risco de rejeição no Senado. Parte da resistência vinha de articulações políticas que defendiam outro nome para a vaga: o do senador Rodrigo Pacheco.
A vaga no STF foi aberta após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, o que aumentou a disputa política em torno da escolha.
Agora, com a indicação formalizada, o próximo passo será a sabatina na CCJ, uma etapa decisiva. Nela, Messias precisará responder a questionamentos dos senadores sobre sua trajetória, posições jurídicas e atuação profissional.
Se aprovado na comissão, o nome segue para votação no plenário do Senado, onde precisa de pelo menos 41 votos favoráveis para ser confirmado. Só depois disso é que poderá assumir oficialmente uma cadeira no STF.
Mesmo com o cenário ainda considerado sensível, aliados do governo avaliam que o clima no Senado melhorou e que há votos suficientes para aprovação.
A expectativa agora gira em torno da articulação política e da habilidade de Messias na sabatina, etapa que pode definir o rumo de sua indicação.