A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para condenar os deputados Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa por corrupção passiva em um esquema envolvendo a liberação de emendas parlamentares mediante pagamento de propina.
As penas fixadas variam entre 5 e 6 anos de prisão. Os parlamentares, no entanto, foram absolvidos da acusação de integrar organização criminosa.
Esquema envolvia recursos públicos
O caso está relacionado a negociações com a prefeitura de São José de Ribamar, onde, segundo a acusação, os deputados teriam solicitado vantagens indevidas em troca da destinação de recursos do Orçamento.
Durante o julgamento, ministros destacaram a existência de provas consideradas robustas, apontando que a prática configurava um esquema estruturado de corrupção.
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Ministros criticam gravidade do caso
A ministra Cármen Lúcia chamou atenção para a gravidade dos fatos, especialmente por envolverem verbas públicas destinadas à saúde. Ela classificou o esquema como uma “ciranda criminosa”, destacando o impacto direto na população.
Outros ministros também compararam o funcionamento do esquema a métodos utilizados por organizações mafiosas, reforçando o entendimento de que houve prática reiterada de corrupção.
Marco no combate a desvios de emendas
A decisão é considerada relevante por tratar diretamente do uso irregular de emendas parlamentares, tema que vem sendo alvo de investigações e debates no cenário político nacional.
O julgamento ainda pode ter desdobramentos, incluindo recursos das defesas e possíveis impactos nos mandatos dos parlamentares.