CentroesteNews
09/01/2026
O veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei da Dosimetria desencadeou uma reação imediata no Congresso Nacional. Nesta quinta-feira (8), o senador Esperidião Amin (PP-SC) protocolou o chamado PL da Anistia, que prevê perdão aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
Além de apresentar o texto, o parlamentar solicitou regime de urgência para que a proposta seja analisada diretamente no plenário do Senado, sem passar pelas comissões temáticas. O movimento amplia a tensão política em torno da responsabilização pelos ataques às sedes dos Três Poderes.
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O veto presidencial foi assinado durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, realizada em referência aos três anos dos atos antidemocráticos. Ao justificar sua iniciativa, Esperidião Amin afirmou que nunca considerou o projeto da dosimetria como a resposta adequada aos acontecimentos daquele dia.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador destacou que os atos de vandalismo merecem repúdio e punição, mas atribuiu parte da responsabilidade à omissão de agentes públicos. Segundo ele, havia informações prévias da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre a possibilidade das manifestações, o que, em sua avaliação, não foi devidamente considerado pelas autoridades responsáveis.
A reação ao veto também ganhou força na Câmara dos Deputados. O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator da proposta da dosimetria na Casa, afirmou que atuará para derrubar o veto presidencial. Para o parlamentar, a decisão de Lula representa uma escolha pelo confronto político, em detrimento do diálogo entre os Poderes.
O novo projeto de anistia deve intensificar o debate no Congresso e aprofundar a polarização em torno da responsabilização pelos atos de 8 de janeiro.