CentroesteNews
09/01/2026
A União Europeia (UE) atingiu um marco histórico ao aprovar o acordo com o Mercosul, que criará a maior zona de livre-comércio do mundo, abrangendo mais de 720 milhões de consumidores. Apesar da resistência de países como França, Polônia e Áustria, a maioria qualificada de Estados-membros deu sinal verde para o tratado, que promete integrar economias com um Produto Interno Bruto combinado de US$ 22,3 trilhões.
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prepara-se para viajar ao Paraguai, onde, na próxima semana, deve oficializar a assinatura do pacto comercial. O Paraguai, que atualmente exerce a presidência rotativa do Mercosul, será o ponto de partida para uma integração econômica que vem sendo negociada há mais de duas décadas. O apoio significativo da Alemanha foi determinante, com o país destacando que o acordo é uma resposta ao protecionismo global e um passo estratégico para novas parcerias.
O acordo recebeu críticas fortes de setores agrícolas europeus, liderados pela França.
O presidente francês, Emmanuel Macron, reafirmou sua oposição e incentivou rejeições políticas. Agricultores em Paris e Bruxelas também protestaram, temendo a competição com produtos agrícolas de países do Mercosul. Por outro lado, medidas extras de subsídios agrícolas foram anunciadas na Europa para mitigar as críticas. Até € 45 bilhões foram prometidos para reforçar o setor, decisão que pareceu suficiente para assegurar a aprovação do tratado por países como a Itália.