O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (5) que acredita ser possível fechar um acordo de cessar-fogo com o Irã já nos próximos dias, possivelmente até segunda-feira.
Em entrevista à Fox News, Trump disse que as negociações estão em andamento e que representantes iranianos receberam uma espécie de anistia temporária para participar das conversas. Segundo ele, há uma “boa chance” de um acordo rápido que possa reduzir a escalada do conflito.
Ameaça direta ao petróleo iraniano
Apesar do tom de negociação, Trump também elevou a pressão ao fazer um alerta claro:
caso o Irã não aceite o acordo, os EUA poderiam confiscar o petróleo iraniano.
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A medida, se levada adiante, seria extremamente agressiva do ponto de vista econômico e estratégico, já que o petróleo é uma das principais fontes de receita do país.
Especialistas avaliam que isso poderia:
- Aumentar ainda mais o preço global do petróleo
- Intensificar o conflito militar
- Afetar economias no mundo inteiro, inclusive o Brasil
Negociação sob tensão
As falas de Trump acontecem após o Irã rejeitar recentemente uma proposta de cessar-fogo de 48 horas.
Segundo fontes iranianas, a resposta não veio por meio diplomático, mas sim com a continuidade de ataques militares, indicando que Teerã ainda aposta em força no campo de batalha.
Além disso, autoridades iranianas avaliam que a proposta americana surgiu após dificuldades enfrentadas pelas forças dos EUA no conflito.
Declarações polêmicas
Na mesma entrevista, Trump fez outra revelação sensível: afirmou que os EUA chegaram a enviar armas a manifestantes iranianos no início do ano, por meio de grupos curdos, embora tenha dito que esse armamento pode não ter chegado ao destino final.
A declaração pode aumentar ainda mais a tensão diplomática entre os países.
Cenário incerto
O possível acordo surge em meio a um momento crítico da guerra, marcado por:
- ataques recentes entre Estados Unidos e Irã
- confrontos indiretos envolvendo Israel
- disputas estratégicas no Estreito de Ormuz
Analistas apontam que, apesar do otimismo de Trump, o risco de escalada ainda é alto, e qualquer falha nas negociações pode agravar ainda mais a crise global.