O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que pretende cortar todas as relações comerciais com a Espanha após o governo espanhol negar autorização para que militares norte-americanos utilizassem bases no país em ataques contra o Irã.
A declaração foi feita na Casa Branca, durante encontro com o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz. Segundo Trump, a decisão espanhola foi “terrível” e ele teria orientado o secretário do Tesouro a interromper as relações comerciais com o país europeu.
“Podemos usar a base deles se quisermos. Podemos simplesmente entrar voando e usá-la”, afirmou o presidente norte-americano, elevando o tom do discurso em meio à escalada militar no Oriente Médio.
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Resposta da Espanha
Após a fala de Trump, o governo espanhol declarou que os Estados Unidos devem respeitar o direito internacional e os acordos comerciais firmados com a União Europeia. A posição reforça que decisões envolvendo uso de território e comércio precisam seguir normas multilaterais e tratados vigentes.
A tensão ocorre em um momento delicado, marcado por ataques dos EUA e de Israel a alvos estratégicos no Irã.
Escalada no Oriente Médio
Durante a entrevista, Trump voltou a adotar um discurso otimista sobre a ofensiva militar, afirmando que instalações estratégicas iranianas teriam sido destruídas. Ele também criticou o governo de Teerã e acusou o país de atingir civis.
Do lado iraniano, o general Ebrahim Jabari, da Guarda Revolucionária Islâmica, advertiu que, se os bombardeios continuarem, “todos os centros econômicos” do Oriente Médio poderão ser alvo de retaliação.
Entre as ameaças citadas está o possível fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. A tensão já impacta o mercado: o barril do petróleo Brent superou os 85 dólares nesta terça-feira, atingindo o maior patamar desde julho de 2024.
Impacto global
Um eventual rompimento comercial entre EUA e Espanha teria reflexos diretos nas relações com a União Europeia, ampliando não apenas o conflito diplomático, mas também as incertezas econômicas em um cenário já pressionado pela instabilidade geopolítica.
Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha com preocupação o avanço da crise, que mistura confrontos militares, disputas diplomáticas e impactos diretos na economia mundial.




