CentroesteNews
17/01/2026
O jornalismo brasileiro perdeu, neste sábado (17), um de seus nomes mais promissores e irreverentes. Erlan Bastos, aos 32 anos, faleceu em Teresina (PI), após lutar contra uma rara forma de tuberculose peritoneal. Conhecido pela autenticidade e ousadia, Erlan construiu uma carreira notável, marcada por uma conexão única com o público e um olhar crítico sobre os bastidores do entretenimento.
Ele comandava o programa Bora Amapá, na NC TV Amapá, e era fundador do portal Em Off. Erlan começou cedo no jornalismo, ainda em Manaus, sua terra natal, enfrentando desafios que moldaram sua determinação. Durante a infância, marcada por dificuldades financeiras, chegou a ser catador de latinhas. Mais tarde, mudou-se para São Paulo em busca de um futuro melhor, onde enfrentou momentos difíceis, incluindo morar nas ruas. Mas sua persistência e talento o levaram a ocupar espaços importantes na televisão e no digital.
Formado em Jornalismo, Erlan se destacou por comandar programas em emissoras como SBT e Record, além de conquistar milhões de seguidores nas redes sociais. Sempre direto e corajoso, ele dava voz a denúncias e se posicionava em temas sensíveis, transformando seu trabalho em um verdadeiro serviço social. Sua atuação como jornalista foi exaltada pela NC TV Amapá em nota oficial, que destacou seu papel na elevação do debate público e no fortalecimento do jornalismo investigativo no estado.
A partida precoce de Erlan gerou comoção entre colegas, amigos e espectadores. Ele deixa um legado de coragem, profissionalismo e afeto, além de um exemplo de superação que continuará a inspirar muitos. Erlan deixa sua mãe, Elândia, irmãos e seu companheiro, que contam agora com o carinho de todos os que admiravam seu trabalho e trajetória.
O impacto de sua ausência ecoa não apenas no Amapá, mas em todo o país, onde sua voz já era reconhecida e respeitada. Erlan foi muito mais do que um jornalista; foi uma referência de luta e reinvenção. Sua história, repleta de desafios e conquistas, é uma lembrança de que os sonhos são possíveis, mesmo nas adversidades mais profundas.