O sepultamento de Miguel, uma das crianças mortas pelo próprio pai em um ato que chocou Itumbiara, Goiás, foi marcado por um clima de tensão e relatos de ameaças que envolveram a mãe do menino, Sarah Araújo. Na última quinta-feira (12), ela precisou deixar o cemitério antes do fim da cerimônia, temendo ser hostilizada. Chegou ao local sob escolta e com um esquema organizado para minimizar qualquer exposição.
Segundo fontes ouvidas por veículos locais, incluindo o Mais Goiás, houve momentos de intimidação durante o velório e o enterro, o que reforçou a necessidade de um planejamento específico para garantir a segurança da mãe. Sarah teria chegado ao cemitério em um veículo que parou próximo ao túmulo para evitar contato com o público. Ainda assim, o ambiente era descrito por testemunhas como tenso, e a saída antecipada dela foi vista como uma medida de precaução.
O cortejo aconteceu no final da tarde, às 17h50, com a presença de familiares e amigos próximos, em um cenário de grande dor e comoção. Já nas redes sociais, Sarah passou a ser alvo de ataques após o crime, segundo relatos de pessoas próximas à família.
A tragédia ocorreu na noite de quarta-feira (11), quando Thales Naves Alves Machado, que à época era secretário de Governo de Itumbiara, atirou contra os dois filhos e tirou a própria vida. O filho mais velho, Miguel, de 12 anos, morreu no local, enquanto o mais novo, Benício, de 8, foi socorrido e submetido a uma cirurgia, mas não resistiu horas depois.
Diante desse episódio devastador, a Polícia Civil segue investigando as circunstâncias das ameaças e da tragédia que abalou a cidade, com o objetivo de esclarecer os detalhes e as responsabilidades em torno do caso. Enquanto isso, a família tenta lidar com as dimensões do luto e dos desafios à sua segurança.


