CentroesteNews
28/11/2025
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) exonerou, nesta quinta-feira (26), o servidor comissionado Rodrigo Moreira de Figueiredo, preso preventivamente durante a Operação Vertigem, deflagrada pela Polícia Civil. Apontado pelos investigadores como possível líder de uma organização criminosa especializada na distribuição de drogas sintéticas em Cuiabá e Várzea Grande, Rodrigo teve a prisão mantida na audiência de custódia realizada na quarta-feira (27), conduzida pelo juiz Moacir Tortato, do Juízo das Garantias.
A prisão ocorreu ainda no início da manhã de quarta-feira, quando policiais cumpriram mandados de busca, apreensão e prisão preventiva. Segundo as investigações, a quadrilha atuava na comercialização de ecstasy (bala), MDMA (roda), LSD (doce), além de substâncias como “loló”, lança-perfume e clorofórmio, produtos com alto potencial de risco e circulação frequente em festas, eventos e ambientes clandestinos.
A audiência de custódia (que tramita sob sigilo devido ao andamento da investigação) confirmou a necessidade da prisão preventiva, apontando elementos suficientes de gravidade e risco à ordem pública.
Em nota oficial, o Tribunal de Justiça afirmou ter determinado a exoneração imediata do servidor assim que foi informado da operação policial. A Corte destacou que as suspeitas são estritamente pessoais, sem relação com suas atividades no órgão.
O TJMT reforçou ainda que mantém compromisso institucional com a ética, a transparência e a legalidade, repudiando qualquer conduta que possa comprometer a imagem e as responsabilidades da Justiça estadual.
Nota oficial do TJMT
“O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) informa que teve conhecimento da operação realizada nesta quarta-feira (26) pela Polícia Civil, que resultou na prisão do então servidor ocupante de cargo em comissão.
A instituição ressalta que os fatos investigados são de natureza pessoal e não possuem relação com o exercício das funções desempenhadas no âmbito do TJMT. Após tomar ciência da situação, foi determinada a exoneração do servidor.
O Tribunal reafirma seu compromisso com a ética, a transparência e a legalidade.
Tribunal de Justiça de Mato Grosso.”