A escalada do conflito no Oriente Médio ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (3), com o Conselho de Segurança da ONU discutindo uma proposta que pode autorizar o uso da força para garantir a navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.
A proposta, apresentada pelo Bahrein, prevê que países possam utilizar “todos os meios defensivos necessários” por pelo menos seis meses para proteger navios comerciais. A medida surge após o Irã intensificar ataques e ameaças na região, incluindo o bloqueio do estreito e a instalação de minas navais.
Porém, a votação enfrenta forte resistência. Potências como China, Rússia e França já sinalizaram oposição ao uso da força, o que pode barrar a resolução, já que esses países têm poder de veto.
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Do lado iraniano, o tom é de alerta. O chanceler Abbas Araghchi classificou a possível aprovação como uma “ação provocativa”, afirmando que qualquer intervenção pode agravar ainda mais o conflito.
Por que Ormuz é tão importante?
O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumidos no mundo. Por ali passam exportações de grandes produtores como Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Catar.
Com os ataques e bloqueios recentes, o impacto já é global:
- O preço do petróleo disparou, chegando a mais de US$ 100 por barril
- Há risco de aumento no custo de combustíveis
- Efeito direto na inflação de diversos países, incluindo o Brasil
Risco de escalada global
Especialistas avaliam que a proposta tem mais peso político do que prático, mas o momento é delicado. Autorizar o uso da força pode aumentar o risco de confrontos diretos entre potências e ampliar ainda mais o conflito.
Enquanto isso, líderes internacionais divergem sobre o caminho: negociação ou ação militar.