CentroesteNews
12/01/2026
Depois de comparecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para uma acareação que se estendeu até a noite, o banqueiro Daniel Vorcaro enfrentou um impasse logístico e jurídico: não conseguiu retornar a São Paulo em voo comercial, como determinavam as restrições impostas pela Justiça. Segundo revelou o jornal O Globo, a defesa tentou autorização para que ele utilizasse um jatinho particular fretado pelo advogado Roberto Podval, alegando inexistência de voos diretos após as 21h30.
O pedido, porém, foi negado. A desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), já havia determinado que Vorcaro usasse tornozeleira eletrônica e só deixasse São Paulo com autorização judicial. Diante da solicitação excepcional, o juiz auxiliar Carlos Vieira von Adamek consultou o ministro Dias Toffoli, que vetou o uso da aeronave privada.
Com a negativa, Vorcaro foi obrigado a permanecer em Brasília durante a noite, em sua residência no Lago Sul, sob a condição de retornar no dia seguinte a São Paulo em voo comercial, acompanhado por policiais federais. Fontes próximas ao caso classificaram o episódio como uma espécie de “prisão domiciliar” temporária na capital federal, até o cumprimento integral das cautelares.
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Entre as medidas impostas estão, além da tornozeleira, a proibição de contato com outros investigados e a retenção do passaporte, já entregue à Justiça. Durante a audiência, a defesa também pediu o relaxamento das cautelares, mas o pleito foi indeferido.
Outro ponto sensível do depoimento foi a recusa de Vorcaro em fornecer a senha de seu celular, solicitada pela delegada Janaina Palazzo após a apreensão do aparelho em 17 de novembro. O conteúdo do telefone é tratado como estratégico por autoridades políticas e jurídicas, por potencialmente envolver nomes relevantes no avanço das investigações.
Conforme informações que circulam nos autos, no aparelho foi encontrado um contrato entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes (STF), prevendo pagamentos estimados em cerca de R$ 130 milhões ao longo de três anos. O material segue sob análise e ainda não houve manifestação pública das partes citadas nos documentos.
O caso permanece sob sigilo parcial, e a expectativa é que novas diligências sejam realizadas a partir da análise do material apreendido e dos depoimentos colhidos. A condução rígida das cautelares indica que o Judiciário pretende preservar a integridade das investigações e evitar qualquer risco de interferência.




