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STF bancou 128 diárias de segurança em área ligada à família de Toffoli

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CentroesteNews
23/01/2026

O Supremo Tribunal Federal pagou 128 diárias para seguranças em viagens à região do resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná, entre 2022 e 2025. O local já foi administrado por dois irmãos do ministro Dias Toffoli, José Carlos e José Eugênio Toffoli. Essas viagens aconteceram durante feriados prolongados, finais de semana estendidos e recesso do Judiciário, somando um custo total de R$ 460 mil. Segundo a praxe, ministros do STF costumam viajar acompanhados de seguranças.

O resort Tayayá esteve no nome dos irmãos Toffoli até 2025. Através da empresa Maridt Participações, eles venderam, em duas etapas, suas cotas no empreendimento: a primeira, em 2021, para o fundo de investimento Arleen, controlado pela Reag, administradora de investimentos que tem ligação com o Banco Master. A segunda venda ocorreu em fevereiro de 2025, quando a Maridt se desfez de sua última participação para a empresa PHD Holding. Apesar disso, José Eugênio Toffoli, citado na operação, declarou que o vínculo da família com o resort já havia sido encerrado antes dessa apuração.

A Reag, administradora ligada ao Banco Master, foi alvo de investigações do Banco Central e da Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro. Em uma das operações, denominada Carbono Oculto, foi descoberta uma possível movimentação irregular entre fundos para burlar legislações. Esse mesmo grupo tem relação com o caso envolvendo o Banco Master, atualmente sob sigilo a partir de decisão do próprio Dias Toffoli, que assumiu o inquérito no Supremo. No processo, o ministro determinou sigilo total e fez ajustes como a troca de peritos e ajustes na condução das apurações, o que gerou questionamentos.

A descoberta do custeio das diárias veio à tona neste momento e trouxe novos elementos à discussão envolvendo decisões tomadas por Dias Toffoli. Reportagens recentes revelaram que a sede da empresa Maridt Participações funcionava em uma casa de 130 m² localizada em Marília, São Paulo, onde mora José Eugênio Toffoli. Questionada, a esposa dele, Cássia Pires Toffoli, afirmou que nunca soube que a casa havia sido registrada como sede da empresa e negou qualquer relação com a administração do resort.

Até o momento, investigações apontam que os valores foram sempre devidamente declarados pelos envolvidos às autoridades tributárias, conforme nota divulgada pelos advogados de defesa. Além disso, a Procuradoria Geral da República arquivou uma representação que pedia o afastamento de Toffoli das investigações envolvendo o Banco Master, alegando que o caso já está sendo analisado no STF. Contudo, a questão continua a gerar repercussões e novos desdobramentos são esperados.
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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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