CentroesteNews
23/01/2026
O Supremo Tribunal Federal pagou 128 diárias para seguranças em viagens à região do resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná, entre 2022 e 2025. O local já foi administrado por dois irmãos do ministro Dias Toffoli, José Carlos e José Eugênio Toffoli. Essas viagens aconteceram durante feriados prolongados, finais de semana estendidos e recesso do Judiciário, somando um custo total de R$ 460 mil. Segundo a praxe, ministros do STF costumam viajar acompanhados de seguranças.
A Reag, administradora ligada ao Banco Master, foi alvo de investigações do Banco Central e da Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro. Em uma das operações, denominada Carbono Oculto, foi descoberta uma possível movimentação irregular entre fundos para burlar legislações. Esse mesmo grupo tem relação com o caso envolvendo o Banco Master, atualmente sob sigilo a partir de decisão do próprio Dias Toffoli, que assumiu o inquérito no Supremo. No processo, o ministro determinou sigilo total e fez ajustes como a troca de peritos e ajustes na condução das apurações, o que gerou questionamentos.
A descoberta do custeio das diárias veio à tona neste momento e trouxe novos elementos à discussão envolvendo decisões tomadas por Dias Toffoli. Reportagens recentes revelaram que a sede da empresa Maridt Participações funcionava em uma casa de 130 m² localizada em Marília, São Paulo, onde mora José Eugênio Toffoli. Questionada, a esposa dele, Cássia Pires Toffoli, afirmou que nunca soube que a casa havia sido registrada como sede da empresa e negou qualquer relação com a administração do resort.




