A morte do empresário Henrique Maderite reacendeu o debate nas redes sociais sobre o chamado Sinal de Frank, uma prega diagonal que aparece no lóbulo da orelha e que, segundo alguns estudos, pode estar associada a doenças cardiovasculares.
Mas afinal: essa marca é um diagnóstico de infarto? A resposta é não.
O que é o Sinal de Frank?
O Sinal de Frank consiste em uma linha ou dobra diagonal que atravessa o lóbulo da orelha. Ele foi descrito pela primeira vez em 1973 pelo médico Sanders T. Frank, que observou possível relação entre essa característica física e a presença de doença arterial coronariana.
Desde então, diversos estudos investigaram a associação entre a prega e problemas cardíacos, especialmente obstruções nas artérias do coração.
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Ele indica risco cardíaco?
Especialistas apontam que o sinal não é um diagnóstico, mas pode funcionar como um marcador de alerta, principalmente quando aparece de forma bilateral (nas duas orelhas) e mais profunda.
A associação costuma ser considerada maior quando o sinal está presente junto a fatores de risco conhecidos, como:
Hipertensão arterial
Diabetes
Colesterol elevado
Tabagismo
Histórico familiar de doenças cardíacas
Obesidade e sedentarismo
A hipótese mais aceita é que o Sinal de Frank possa refletir alterações microvasculares (ou seja, mudanças nos pequenos vasos sanguíneos) que também podem ocorrer nas artérias coronárias.
O que fazer ao notar a prega?
Ter a marca na orelha não significa que a pessoa terá um infarto, mas pode ser um indicativo de que vale a pena investigar a saúde cardiovascular com mais atenção.
O recomendado é procurar um cardiologista para uma avaliação clínica completa, que pode incluir exames como:
Eletrocardiograma
Ecocardiograma
Teste ergométrico
Exames laboratoriais
Avaliação de risco cardiovascular global
A prevenção continua sendo o principal fator de proteção contra infarto e outras doenças cardíacas: manter alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, controlar pressão e glicemia e evitar o cigarro são medidas comprovadamente eficazes.
Atenção sem alarmismo
O Sinal de Frank é um possível marcador clínico, mas não substitui exames médicos nem confirma diagnóstico de infarto. Ele deve ser interpretado dentro de um contexto maior de avaliação médica.
A repercussão do caso reforça a importância de olhar para os sinais do corpo com responsabilidade — sem pânico, mas também sem negligência.


