A morte repentina do influenciador Henrique Maderite, vítima de um infarto fulminante, trouxe à tona um tema importante e, muitas vezes, negligenciado: o perigo dos infartos silenciosos. Esses episódios podem se desenvolver sem sintomas claros, sendo percebidos apenas em estágios avançados ou quando já causaram danos graves, muitas vezes irreversíveis. O caso de Henrique, amplamente repercutido, destacou ainda um aspecto curioso observado pelos especialistas: a presença do Sinal de Frank, uma linha diagonal no lóbulo da orelha, que pode estar associada a um risco aumentado de doenças cardiovasculares.
De acordo com especialistas, o Sinal de Frank não é um diagnóstico por si só, mas funciona como um dos alertas clínicos que podem indicar predisposição a problemas cardíacos, como a aterosclerose. Essa condição, marcada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias, é uma das principais causas de infartos. Médicos alertam que, ao identificar essa característica, especialmente em adultos a partir dos 40 anos, é fundamental investigar outros fatores de risco, como colesterol alto, pressão elevada, diabetes e hábitos de vida.
Além disso, o infarto raramente ocorre sem sinais anteriores. Fatores como obesidade, sedentarismo, histórico familiar, tabagismo e até transtornos como ansiedade e depressão têm sido cada vez mais ligados à saúde do coração. Sintomas como dor ou aperto no peito, irradiando para o braço ou mandíbula, falta de ar, sudorese fria e náuseas devem ser levados a sério, com atendimento médico imediato.
O caso de Henrique serve como um alerta poderoso para a importância da prevenção e do cuidado contínuo com a saúde. Segundo especialistas, exames regulares e a adoção de hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos, são essenciais. A mensagem é clara: o coração costuma dar sinais, mesmo que sutis, e ignorá-los pode custar caro. Prevenir nunca é opcional, mas uma necessidade.


