CentroesteNews
16/01/2026
Novas possibilidades no combate à obesidade estão surgindo com medicamentos revolucionários e acessíveis, redesenhando o cenário científico e de mercado. No coração desse avanço estão as populares canetas injetáveis e, mais recentemente, comprimidos de última geração, que prometem ampliar o alcance dos tratamentos para perda de peso. Para um país como o Brasil, onde 31% dos adultos convivem com obesidade e outros 37% com sobrepeso, segundo o Atlas Mundial da Obesidade 2025, essas novidades trazem esperança e representam uma verdadeira revolução no enfrentamento dessa condição de saúde.
Entre os principais destaques desses tratamentos estão os agonistas do hormônio GLP-1, como a semaglutida, presente no Ozempic, da Novo Nordisk, e a liraglutida, encontrada no Olire, da EMS. Outro nome notável é a tirzepatida, comercializada no medicamento Mounjaro, pela Eli Lilly. Nos Estados Unidos, houve ainda a recente aprovação de um comprimido de semaglutida, o Wegovy, também desenvolvido pela Novo Nordisk, oferecendo conveniência aos pacientes.
As expectativas para o futuro não são modestas. O banco suíço UBS projeta que, até 2026, o mercado global de medicamentos que replicam o efeito do GLP-1 deve dobrar de tamanho, alcançando impressionantes R$ 20 bilhões. No Brasil, o cenário tende a ganhar ainda mais força com o fim da patente do princípio ativo do Ozempic em março, o que desencadeou uma corrida entre laboratórios para desenvolver versões genéricas e similares da medicação. Espera-se que a concorrência ajude a reduzir os custos, ampliando o acesso ao tratamento. A Anvisa já confirmou que recebeu 13 pedidos de novos registros de canetas à base de semaglutida.




