CentroesteNews
19/01/2026
Senadores intensificaram, nos últimos dias, a coleta de assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master no Senado Federal. Segundo parlamentares envolvidos na articulação, o número mínimo de apoios já foi alcançado, e agora o grupo aguarda uma decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, para que o requerimento seja oficialmente lido em plenário e a CPI instalada.
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A iniciativa busca apurar irregularidades financeiras, suspeitas de favorecimento e eventuais omissões de órgãos de fiscalização envolvendo o Banco Master. O tema ganhou força após o avanço de investigações judiciais e questionamentos públicos sobre a condução de inquéritos relacionados à instituição financeira, que passaram a repercutir fortemente no meio político e no mercado.
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Nos bastidores, senadores afirmam que a CPI tem caráter estratégico para o Congresso, tanto do ponto de vista institucional quanto político. A avaliação é de que o Senado não pode se omitir diante de um caso que envolve o sistema financeiro, possíveis impactos sobre a economia e dúvidas sobre a atuação de autoridades públicas. Integrantes do grupo defendem que a comissão seja instalada ainda no primeiro semestre para evitar o esvaziamento do debate.
Apesar do apoio formal já reunido, a abertura da CPI depende diretamente da decisão de Alcolumbre, a quem cabe a leitura do requerimento. Aliados do presidente do Senado ponderam que ele analisa o ambiente político, o calendário legislativo e o risco de sobreposição com investigações em curso no Judiciário.
A possível CPI do Banco Master surge em meio a um contexto de tensão entre Poderes e de crescente pressão por transparência em grandes investigações financeiras. Caso seja instalada, a comissão terá poderes para convocar autoridades, requisitar documentos e ouvir dirigentes do banco, representantes do Banco Central e outros agentes envolvidos no caso.