Seu Principal Portal de Notícias
Cotação
DÓLAR --
EURO --
LIBRA --

Senado corre contra o tempo para aprovar nova lei do impeachment antes do recesso

Compartilhar

CentroesteNews

08/12/2025

 

O clima no Senado ganhou ritmo de urgência nas últimas semanas. Nos corredores, assessores e parlamentares admitem que uma votação antes do recesso não seria apenas um gesto institucional, mas uma mensagem política em meio à tensão entre poderes. Davi Alcolumbre, presidente da Casa, passou a tratar o projeto que reformula a lei do impeachment como prioridade absoluta, um movimento que ganhou força depois da decisão do ministro Gilmar Mendes, que limitou à Procuradoria-Geral da República a possibilidade de apresentar pedidos contra ministros do Supremo Tribunal Federal.

Desde que essa liminar foi publicada, a percepção de muitos senadores é de que o Congresso precisa “retomar o protagonismo” em temas sensíveis da República. Há um consenso silencioso de que a Lei 1.079, criada em 1950, ficou defasada diante de um país que mudou, de crises políticas que se repetiram e de disputas que frequentemente transformam instrumentos jurídicos em armas de desgaste.

O projeto que está na mesa foi apresentado em 2023 por Rodrigo Pacheco — uma tentativa de modernizar os procedimentos, dar previsibilidade aos ritos e impedir que pedidos se percam por anos em gavetas presididas pela Câmara. O texto prevê, por exemplo, que denúncias contra presidentes da República sejam analisadas em no máximo 30 dias, eliminando o limbo político que historicamente favorece tanto o acúmulo de pedidos quanto a pressão popular.

A proposta também amplia o rol de autoridades que podem responder por crimes de responsabilidade, algo que vinha sendo discutido desde os trabalhos de uma Comissão de Juristas, da qual participou o atual ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Ali, o diagnóstico foi claro: sem atualização legal, o país continuaria vivendo sob interpretações divergentes e disputas de poder.

Enquanto isso, o Senado aguarda o julgamento da liminar de Gilmar Mendes no plenário virtual do STF, marcado para ocorrer entre 12 e 19 de dezembro. O desfecho pode reforçar ou derrubar a decisão que, na prática, mudou a forma como o país lida com denúncias desse tipo. Mas, no Congresso, poucos querem esperar. A sensação é de que, se não houver uma nova lei antes do recesso, a pauta ficará sujeita a disputas políticas prolongadas em 2026, ano eleitoral e altamente sensível.

Por isso, as próximas semanas podem ser decisivas. Entre negociações internas, pressões externas e o peso da história, o Senado tenta fechar o ano entregando uma nova regra para um dos processos mais delicados da democracia brasileira.

 

Redação de:
Fonte:
Comentários

Deixe um comentário

Continue Lendo
Author picture

Jornalista: José Claudenir de Almeida

Centroeste News
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.