A decisão do governador do Paraná, Ratinho Júnior, de não disputar a Presidência da República mudou o cenário interno do Partido Social Democrático e abriu espaço para o fortalecimento da candidatura de Ronaldo Caiado.
Ratinho anunciou que permanecerá no cargo até o fim do mandato, o que, na prática, o retira da disputa eleitoral deste ano, já que governadores interessados em concorrer precisariam deixar o posto até 4 de abril.
Reconfiguração no PSD
Nos bastidores do partido, a avaliação é de que Caiado reúne características políticas mais consolidadas para uma candidatura nacional. Entre os pontos destacados estão sua atuação na segurança pública e o forte vínculo com o agronegócio.
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Aliados do presidente do partido, Gilberto Kassab, acreditam que essas pautas podem ser melhor exploradas em uma campanha presidencial.
Peso das pesquisas
Apesar de ser o nome mais bem posicionado do PSD nas pesquisas recentes, Ratinho Jr. não demonstrava entusiasmo com a disputa. Segundo apurações, a decisão também levou em conta o desempenho nos levantamentos eleitorais.
Na pesquisa mais recente da Quaest, Ratinho aparecia com 7% das intenções de voto no primeiro turno, à frente de Caiado, com 4%.
O cenário ainda é liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que varia entre 36% e 39%, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro, com índices entre 30% e 35%.
Próximos passos
Com a saída de Ratinho Jr., o PSD deve concentrar esforços na construção de uma candidatura mais competitiva, com Caiado ganhando protagonismo nas articulações nacionais.
Enquanto isso, Ratinho já sinalizou que pretende deixar a política ao fim do mandato e voltar à iniciativa privada, assumindo o grupo de comunicação fundado por seu pai, o apresentador Ratinho, do SBT.