CentroesteNews
16/01/2026
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Anderson Aguiar do Prado, chefe de segurança do Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio, teve um ato de coragem em seus últimos momentos de vida. Durante o incêndio que atingiu o subsolo do centro comercial, no dia 2 de janeiro, ele arriscou-se diversas vezes para salvar funcionários, clientes e brigadistas, enfrentando fumaça e fogo sem hesitar. Anderson conseguiu ajudar a evacuar muitos antes de ser encontrado desacordado e, apesar de socorrido com urgência, morreu devido à gravidade do ocorrido.
A investigação sobre o incêndio levanta questões sobre os equipamentos de segurança utilizados pela brigada. A mãe de Emellyn já havia alertado sobre falhas nos cilindros de oxigênio e nas máscaras de proteção, indicando problemas que poderiam ter influenciado o desfecho fatal. A empresa responsável pelos brigadistas, no entanto, afirma que os cilindros estavam dentro da validade e em funcionamento normal.
Causando impacto na vida de milhares de pessoas, o incêndio expôs graves falhas na gestão de emergência. Mesmo com a presença dos bombeiros, o shopping continuou permitindo a entrada de pedestres e veículos, o que colocou mais vidas em risco. Relatos de clientes e registros de câmeras mostram que pessoas ainda circulavam no local até uma hora após o início do fogo. Apenas às 19h03 uma das portarias foi fechada para impedir novas entradas.
O Shopping Tijuca, que estava com cerca de 7 mil pessoas no momento da tragédia, afirmou que seguiu protocolos e concluiu a evacuação em segurança, mas os impactos emocionais e as falhas detectadas levantam questionamentos sobre a preparação para emergências. Anderson Aguiar fica na memória como alguém que colocou a vida dos outros acima da própria, sendo reconhecido como um verdadeiro herói.