CentroesteNews
16/01/2026
A seca prolongada já mostra impactos alarmantes no Sistema Cantareira, principal reservatório que abastece São Paulo e a região metropolitana. Segundo análises do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), mesmo em cenários mais otimistas de chuvas, a crise hídrica exigirá restrições no abastecimento ao longo de 2026. A situação, que já compromete o volume de água distribuído, aponta para um ano de desafios.
Atualmente, o Cantareira opera com apenas 19% de sua capacidade, e o volume distribuído foi reduzido para 23 metros cúbicos de água por segundo – 864 milhões de litros a menos por dia. Isso já resulta em cortes de fornecimento em áreas mais altas e periféricas, e especialistas indicam que a oferta de água será ainda menor até setembro, com possíveis suspensões noturnas no abastecimento.
Outros especialistas, como Benedito Braga, ex-presidente da Sabesp, sugerem a ampliação do corte na pressão da água durante a noite e a retomada de medidas mais drásticas, como multas para quem exceder o consumo. Rodrigo Manzione, professor da Unesp, alerta que a atual crise pode se mostrar mais grave que a de 2014: “Estamos mais secos agora do que estávamos em 2014; a única solução imediata é o racionamento.”