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Seca histórica ameaça abastecimento de São Paulo: Cantareira em alerta máximo para 2026

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CentroesteNews

16/01/2026

 

A seca prolongada já mostra impactos alarmantes no Sistema Cantareira, principal reservatório que abastece São Paulo e a região metropolitana. Segundo análises do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), mesmo em cenários mais otimistas de chuvas, a crise hídrica exigirá restrições no abastecimento ao longo de 2026. A situação, que já compromete o volume de água distribuído, aponta para um ano de desafios.

Atualmente, o Cantareira opera com apenas 19% de sua capacidade, e o volume distribuído foi reduzido para 23 metros cúbicos de água por segundo – 864 milhões de litros a menos por dia. Isso já resulta em cortes de fornecimento em áreas mais altas e periféricas, e especialistas indicam que a oferta de água será ainda menor até setembro, com possíveis suspensões noturnas no abastecimento.

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Além disso, a transposição de água do Rio Paraíba do Sul, que ajudaria a aliviar a crise, se mostrou insuficiente, já que a bacia também enfrenta baixos volumes semelhantes aos de 2014. Segundo Adriana Cuartas, hidróloga do Cemaden, nenhum cenário estudado aponta para uma recuperação significativa do reservatório, e medidas como racionamento já são inevitáveis. Para ela, o problema não é mais pontual: “A bacia está seca há anos, e o estresse hídrico impede a recuperação. Estamos em um cenário de escassez prolongada”.

Outros especialistas, como Benedito Braga, ex-presidente da Sabesp, sugerem a ampliação do corte na pressão da água durante a noite e a retomada de medidas mais drásticas, como multas para quem exceder o consumo. Rodrigo Manzione, professor da Unesp, alerta que a atual crise pode se mostrar mais grave que a de 2014: “Estamos mais secos agora do que estávamos em 2014; a única solução imediata é o racionamento.”

A falta de chuvas e o agravamento da seca são atribuídos às mudanças climáticas, que indicam um cenário cada vez mais crítico para o futuro da água em São Paulo. Embora soluções de médio e longo prazo sejam urgentes, como o fortalecimento das infrastruturas hídricas, especialistas indicam que, em curto prazo, o racionamento e a economia de água serão indispensáveis para reduzir os impactos da crise

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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