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Rota do tráfico em MS vira caminho para contrabando de canetas emagrecedoras

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Em 2025, Mato Grosso do Sul se consolidou como uma das principais rotas de contrabando de canetas emagrecedoras no Brasil, com mais de 12 mil doses apreendidas ao longo do ano, conforme dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). A posição geográfica estratégica, na fronteira com o Paraguai, e o uso de rotas historicamente exploradas pelo tráfico de drogas tornaram o estado um ponto crucial para a entrada ilegal dessas mercadorias. Sem controle sanitário adequado, os medicamentos contrabandeados oferecem sérios riscos à saúde pública.

Entre as principais rotas usadas pelos criminosos estão as rodovias BR-463, MS-164 e MS-162, que já servem ao tráfico de drogas na região. Apenas em janeiro de 2026, quase 6 mil doses foram apreendidas. Em alguns casos, as canetas eram transportadas junto a cargas de drogas, ampliando as margens de lucro do tráfico. A Polícia Federal e a Receita Federal indicam que a logística do contrabando começa em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, atravessa a fronteira seca para Ponta Porã e segue para cidades de todo o Brasil, principalmente em estados do Sudeste, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Desde novembro de 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a entrada desses medicamentos sem registro no Brasil, classificando a prática como crime de contrabando e contra a saúde pública. Antes da proibição, a importação era permitida para uso pessoal.

A alta demanda por esses produtos, impulsionada pelo custo mais acessível no Paraguai e pela possibilidade de lucro no mercado negro, é outra razão para o aumento do contrabando. Apenas 5% das mercadorias ilegais são interceptadas nas rotas, o que sugere um mercado clandestino que já movimentou cerca de R$ 600 milhões no Brasil, segundo Luciano Stremel Barros, presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteira (IDESF). Enquanto autoridades intensificam operações de apreensão, o avanço do contrabando pelas fronteiras do estado evidencia um desafio crescente para a segurança pública e a saúde no país.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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