O Rio Grande do Sul continua entre os estados brasileiros com os menores índices de área desmatada do país, segundo dados divulgados no Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD 2025), publicado nesta quarta-feira (27) pelo MapBiomas.
O levantamento reúne informações sobre a supressão de vegetação nativa em todos os biomas brasileiros e mostra que o estado gaúcho mantém níveis reduzidos de desmatamento em comparação com outras unidades da federação, especialmente aquelas localizadas nas regiões Norte e Centro-Oeste.
De acordo com o relatório, a preservação ambiental no Rio Grande do Sul é influenciada por fatores como maior consolidação urbana, fiscalização ambiental mais estruturada e menor presença de grandes áreas contínuas de floresta nativa em relação à Amazônia Legal.
Os dados também apontam que os principais focos de desmatamento no Brasil continuam concentrados nos biomas Amazônia e Cerrado, regiões que registram pressão constante da expansão agropecuária, exploração ilegal de madeira e ocupações irregulares.
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Especialistas destacam que, apesar do desempenho positivo do Rio Grande do Sul nos indicadores nacionais, o estado ainda enfrenta desafios ambientais importantes, incluindo queimadas, degradação de áreas de preservação permanente e impactos provocados pelas mudanças climáticas.
Nos últimos anos, o território gaúcho também passou a lidar com eventos climáticos extremos, como secas prolongadas e enchentes históricas, situações que ampliaram o debate sobre preservação ambiental, recuperação de matas ciliares e fortalecimento das políticas de sustentabilidade.
O relatório do MapBiomas é considerado uma das principais referências nacionais no monitoramento da vegetação nativa e utiliza imagens de satélite para identificar alterações ambientais em todo o território brasileiro.
Ambientalistas afirmam que a redução do desmatamento é fundamental não apenas para a conservação da biodiversidade, mas também para a proteção dos recursos hídricos, controle das temperaturas e redução dos impactos das mudanças climáticas.