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Relatório do Coaf aponta pagamento de R$ 700 mil a ministra do STM por empresa ligada ao “Careca do INSS”

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CentroesteNews
12/01/2026

 

 

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) acendeu um novo alerta no meio político e jurídico ao apontar a transferência de R$ 700 mil para uma ministra do Superior Tribunal Militar (STM), que anteriormente atuou como advogada da deputada federal Gleisi Hoffmann (PT). Os valores teriam sido pagos por uma empresa ligada ao lobista conhecido como “Careca do INSS”, figura já citada em investigações sobre esquemas envolvendo benefícios previdenciários.

De acordo com o documento do Coaf, os repasses ocorreram em um intervalo considerado atípico pelos padrões de movimentação financeira analisados pelo órgão de inteligência. As transações chamaram a atenção não apenas pelo montante elevado, mas também pelo vínculo indireto com personagens já investigados em outros inquéritos relacionados a fraudes e tráfico de influência no âmbito do INSS.

A ministra citada no relatório ganhou projeção antes de chegar ao STM por sua atuação na advocacia, incluindo a defesa de Gleisi Hoffmann, atual presidente nacional do Partido dos Trabalhadores. A revelação dos pagamentos reacende o debate sobre conflitos de interesse, especialmente quando envolvem autoridades que ocupam cargos de cúpula no Judiciário militar e mantêm histórico de relações próximas com figuras centrais da política partidária.

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Especialistas em direito público ouvidos reservadamente avaliam que, mesmo que os pagamentos tenham origem formal em contratos legais, o episódio exige transparência total, dado o papel institucional da ministra e a necessidade de preservar a credibilidade das Cortes superiores.

A empresa apontada como origem dos recursos é ligada ao chamado “Careca do INSS”, lobista conhecido por circular nos bastidores de Brasília e por já ter sido mencionado em apurações sobre intermediação irregular de interesses junto ao sistema previdenciário. Embora o relatório do Coaf não configure, por si só, prova de crime, ele costuma servir como base para abertura ou aprofundamento de investigações por parte do Ministério Público e da Polícia Federal.

Até o momento, não há informação de denúncia formal apresentada, mas o conteúdo do relatório amplia a pressão para que os envolvidos prestem esclarecimentos públicos e para que os órgãos de controle avancem na análise das movimentações financeiras.

Nem a ministra citada nem representantes da empresa mencionada se manifestaram oficialmente até agora. Nos bastidores, parlamentares da oposição defendem que o caso seja levado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ou a outras instâncias de controle, enquanto aliados pedem cautela e ressaltam que relatórios do Coaf indicam indícios, não condenações.

O episódio se soma a uma série de revelações recentes envolvendo movimentações financeiras de autoridades e empresários, reforçando o clima de tensão institucional e a cobrança por rigor, isenção e transparência no tratamento de casos sensíveis que cruzam política, Justiça e interesses privados.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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