CentroesteNews
22/05/2025
Anna Vitória Bispo
O Brasil registrou 685 acidentes com a rede elétrica em 2024, uma queda de 12,4% em relação a 2023 (782 casos), segundo levantamento da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee). Este é o menor número desde 2017. No entanto, o número de mortes aumentou, passando de 250 para 257 vítimas fatais.
Desde 2017, quando os dados começaram a ser reunidos, o índice de acidentes vinha oscilando:
| Ano | Acidentes |
|---|---|
| 2017 | 863 |
| 2018 | 891 |
| 2019 | 780 |
| 2020 | 826 |
| 2021 | 836 |
| 2022 | 756 |
| 2023 | 782 |
| 2024 | 685 |
Em 2024, além das 257 mortes, houve 224 acidentes com lesões graves e 204 com lesões leves.
Principais causas dos acidentes:
-
Construção ou manutenção predial: 259
-
Cabos energizados no solo: 79
-
Furto de equipamentos ou fios: 40
-
Máquinas em áreas agrícolas: 36
Principais causas de mortes:
-
Construção civil: 65 mortes
-
Cabos caídos: 37
-
Furto de condutores: 29
-
Máquinas agrícolas: 20
-
Ligações clandestinas: 16
Segundo a Abradee, os acidentes na construção civil geralmente ocorrem por negligência na análise de risco ou uso inadequado de ferramentas próximas à rede elétrica. Já os cabos caídos costumam ser resultado de quedas de árvores ou colisões com postes.
Prevenção e educação
A Abradee lançou uma nova campanha nacional de prevenção com ações educativas, videoaulas e workshops voltados principalmente para trabalhadores da construção civil.
Destaques da campanha “Movimento Zero Acidentes”:
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Em casa: não sobrecarregue tomadas e evite usar aparelhos com as mãos molhadas.
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Na rua: mantenha distância de fios caídos e acione a distribuidora.
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Em obras: use equipamentos de proteção e evite ferramentas metálicas perto da rede elétrica.
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Ao soltar pipa: escolha locais abertos e nunca use cerol.
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No campo: mantenha distância das redes ao operar máquinas agrícolas.
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Em podas: informe a prefeitura ou distribuidora se houver fios entre os galhos.
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Durante enchentes ou vendavais: não toque em equipamentos molhados nem tente remover galhos dos fios.
Redes subterrâneas: segurança maior, custo alto
A Abradee também defende a ampliação das redes subterrâneas como alternativa segura, especialmente em áreas urbanas. No entanto, o custo é cerca de oito vezes maior do que o das redes aéreas e exige planejamento conjunto com prefeituras e agências reguladoras.