CentroesteNews
23/11/2025
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A delegada de Polícia Civil Rebeca Ramagem, esposa do deputado federal Alexandre Ramagem (PL), falou pela primeira vez sobre a saída da família para os Estados Unidos. Em uma publicação nas redes sociais, ela classificou a situação como uma “perseguição política desumana” e afirmou que a mudança representa “o início de uma nova jornada”.
Ramagem, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos e 1 mês de prisão por participação na trama golpista, deixou o Brasil sem autorização judicial, o que levou o ministro Alexandre de Moraes a decretar sua prisão preventiva. A Polícia Federal investiga se ele cruzou clandestinamente a fronteira do Brasil para a Guiana e, de lá, seguiu viagem até os EUA.
Nas imagens divulgadas por Rebeca, ela aparece desembarcando com as filhas em território americano e reencontrando o marido no aeroporto. A delegada não explicou como ele conseguiu entrar no país, mas ressaltou que a decisão do deslocamento foi tomada para manter a família unida.
“Há uma semana, desembarquei com minhas filhas nos EUA com um único propósito: proteger a minha família. A proteção das nossas filhas é e sempre será prioridade. Hoje, não encontramos no Brasil a garantia de uma justiça imparcial. Somos vítimas de lawfare e enfrentamos uma perseguição política desumana. Ainda assim, seguimos firmes e prontos para ressignificar nossa história”, escreveu.
Mesmo diante do exílio, Rebeca afirmou que não descarta o retorno ao Brasil e que a família continuará defendendo seus ideais “de onde estiver”.
“Mantemos a esperança de voltar a um Brasil onde a escolha político-ideológica não seja tratada como crime e onde a liberdade de expressão não gere condenação. Seguiremos firmes na defesa dos valores em que acreditamos”, completou.
Além de Ramagem, o ministro Alexandre de Moraes também citou Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carla Zambelli (PL-SP) como parlamentares que “se valeram da estratégia de evasão” para fugir da aplicação da lei. Eduardo vive nos EUA em autoexílio e atua politicamente junto a grupos conservadores americanos. Zambelli, por sua vez, está presa na Itália e aguarda extradição.