CentroesteNews
24/11/2025
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O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado pelo Supremo Tribunal Federal por participação na trama golpista e alvo de um mandado de prisão, divulgou nesta segunda-feira (24) um vídeo no X (antigo Twitter) afirmando que deixou o Brasil para proteger sua família e denunciar supostos abusos do Judiciário brasileiro. Ele viajou para os Estados Unidos, onde diz estar “seguro” e decidido a continuar sua atuação parlamentar à distância.
No vídeo, Ramagem direciona ataques duros ao ministro Alexandre de Moraes, chamando-o de “tirano da toga” e acusando-o de violar direitos humanos.
Segundo ele, qualquer pedido de extradição dependeria de que Moraes enviasse aos EUA os autos do processo, que o deputado chama de “nulos, ilegais e perseguidos politicamente”.
“Esse violador de direitos humanos terá de encaminhar formalmente o processo e esperar a resposta da maior nação livre do mundo”, afirmou.
Ramagem também rebateu a acusação de fuga. Para ele, sua saída foi estratégica e legal.
“Para ser foragido, é preciso haver uma decisão judicial contra mim, o que não existia antes da minha chegada aqui”, argumentou, classificando a ordem de prisão preventiva como “manifestamente ilegal”.
O deputado sustenta que, por ser parlamentar, só poderia ser preso após trânsito em julgado e com aval da maioria da Câmara.
Ele ainda afirma que pode “continuar sua atuação parlamentar mesmo à distância”, dizendo-se respaldado pela Constituição.
Ramagem também utilizou o vídeo para defender o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso preventivamente na Superintendência da Polícia Federal.
“Essa prisão dele é absurda, sem fundamento e ilegal. Anteciparam por razões políticas”, disse.
O deputado voltou a acusar Moraes e o STF de tentarem criminalizar manifestações políticas e religiosas.
“Não recuarei diante da ditadura da toga. Continuarei lutando pela verdade e pela liberdade.”
As investigações da Polícia Federal apontam que Ramagem deixou o Brasil em setembro, mesmo mês em que foi condenado pelo STF.
Ele teria saído por Boa Vista (RR), cruzado a fronteira pela Venezuela ou Guiana, e seguido dali para os Estados Unidos, onde se encontra até agora.
A PF trata o caso como fuga planejada, embora o deputado negue qualquer irregularidade.