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Quase 40% dos casos de câncer poderiam ser evitados, aponta relatório da OMS

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Um relatório recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) acende um alerta global: cerca de 38% dos casos de câncer registrados em 2022 poderiam ter sido evitados. Em números absolutos, isso representa aproximadamente 7,1 milhões de pessoas afetadas por tumores associados a fatores de risco preveníveis.

O estudo reforça que mudanças no estilo de vida e ampliação de políticas públicas de prevenção podem reduzir significativamente o impacto da doença, que está entre as principais causas de morte no mundo.

Tabagismo lidera os fatores de risco

O tabagismo permanece como o principal fator de risco evitável para o câncer. O consumo de cigarro está relacionado a tumores de pulmão, boca, garganta, esôfago, bexiga e vários outros tipos.

Mesmo com a redução no número de fumantes em diversos países nas últimas décadas, a OMS alerta que o tabaco ainda é responsável por milhões de mortes anuais. A exposição ao fumo passivo também aumenta o risco da doença.

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 Consumo de álcool também preocupa

O consumo de bebidas alcoólicas é outro fator relevante. O álcool está associado a cânceres de fígado, mama, intestino e esôfago, entre outros. A OMS destaca que não existe nível totalmente seguro de consumo quando se trata do risco de câncer.

 Infecções como HPV estão entre as causas

Entre as infecções, o Papilomavírus Humano (HPV) merece destaque. O vírus está diretamente ligado ao câncer do colo do útero e também pode causar tumores na garganta, ânus e pênis.

A boa notícia é que o HPV pode ser prevenido por meio de vacinação, disponível gratuitamente no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para adolescentes. Além disso, exames de rastreamento, como o Papanicolau, são fundamentais para diagnóstico precoce.

Prevenção é o caminho mais eficaz

Além de tabaco, álcool e infecções, o relatório também aponta fatores como obesidade, sedentarismo e alimentação inadequada como contribuintes importantes.

Especialistas reforçam que políticas públicas de vacinação, campanhas educativas, controle do tabaco e incentivo a hábitos saudáveis são estratégias essenciais para reduzir a incidência da doença.

O diagnóstico precoce também é determinante: quanto antes o câncer é identificado, maiores são as chances de tratamento eficaz e cura.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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